Um misto de emoções boas e ruins.

Dois anos depois de um primeiro filme competente, a sequência chega com alta expectativa. Só pelo trailer já deu para perceber que as referências aos jogos originais não só continuariam, mas aumentariam, agora com participação da famosa raposinha Tails e do guardião da esmeralda Knuckles, que fizeram suas primeiras aparições láááá atrás, em Sonic 2 (1992) e 3 (1994), do saudoso Mega Drive.

Como não poderia deixar de ser, Robotnik está de volta e, logo de cara, consegue persuadir Knukles a uma aliança, exatamente como no plot de Sonic 3. Não demora para o ouriço e o equidna se enfrentarem, mas Tails surge para salvar seu herói e explica que os vilões da vez estão atrás da esmeralda mestre. Começa então a corrida pela esmeralda, que nós já sabemos no que vai dar: em algum momento Knuckles vai cair na real e ajudar contra Robotinik, mais uma vez perfeito na pele de Jim Carrey.

O problema se dá no arco envolvendo os humanos. A história principal está bem bacana, não teria o que tirar nem por, mas tem todo um arco paralelo absolutamente desnecessário que culmina com os personagens destruindo um casamento (oi?) e desfocando totalmente da história principal. Os personagens principais simplesmente desaparecem por cerca de 20 minutos pra dar lugar a uma noiva vingativa, que não acrescenta em nada a não ser proporcionar momentos puros de vergonha alheia. Nessas horas deu vontade de sair da sala de cinema.

Mas tirando isso, a história é retomada de forma fenomenal, com Sonic adentrando num cenário que claramente remete à Labirinth Zone (a famosa “fase da água” do Sonic 1), com direito a bolhinha de ar, armadilhas e tudo mais. Já era visto, pois desde o começo do filme o ouriço repetidas vezes afirma o quanto odeia água, numa clara referência a nós, jogadores. Afinal, TODO MUNDO odiava a fase da água! Hehehehe.

Já o gran finale remete às fases finais de Sonic 2, com direito ao aviãozinho de Tails e ao robô gigante de Robotinik. Contar mais estraga, mas basta fizer que o final é emocionante para os marmanjões que jogaram os jogos no mega: nostalgia pura.

Em suma, os personagens estão perfeitos na tela. A primeira vez que vemos Tails girar a calda para sair voando carregando Sonic é sensacional, Knuckles com sua personalidade ingênua e carrancuda também está perfeito e a história entrega o que o trailer promete. A grande falha, mais uma vez, fica na parte “humana”, até porque o personagem do James Marsden não faz diferença nenhuma, já desde o primeiro filme, e só está lá para trazer uma tentativa falha de conexão com o público.

Não fosse o supracitado arco “vergonha alheia”, esse seria seguramente o “Homem-Aranha 2” dos filmes baseados em games. E o terceiro promete!

Quer aproveitar o embalo e relembrar os jogos? Clique aqui e aqui.

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