Afinal, por que foi que HEROES deu errado?

heroes_castTodo mundo ja está cansado de saber que HEROES começou muito bem, mas depois da primeira temporada foi só ladeira abaixo. Por que isso, afinal? Agora que a NBC prepara o retorno da série sob o título de “Heroes Reborn”, parece ser um bom momento para revisitarmos o show original e descobrir os motivos que levaram ao seu cancelamento.

Season 1: Volume 1 – Genesis

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Como toda temporada inicial, somos apresentados aos personagens principais. Peter Petrelli com seu dom de absorver poderes; seu irmão Nathan com o dom de voar; Hiro como o mestre do espaço-tempo, acompanhado por Ando; Matt Parkman com o dom de ler mentes; Issac Mendez com o poder de pintar o futuro; Nikki Sanders e sua contraparte com sua superforça; seu marido que atravessa paredes e seu filho que conversa com máquinas.

E temos a misteriosa companhia da qual Noah Bennet faz parte, caçando pessoas com poderes, catalogando e apagando suas memórias, sempre em companhia do enigmático Haitiano. E é claro, a filha adolescente Claire, que possui poder de regeneração e ignora o ofício do pai.

Toda a primeira temporada gira em torno de Sylar, um serial killer de pessoas com super-poderes. Ele as caça e rouba suas habilidades, se tornando tão poderoso a ponto de levar a uma inevitável catástrofe: explodir a cidade de Nova Iorque. No geral a trama até que é bem construída, apesar de uns episódios serem só enrolação e o arco envolvendo Nikki e sua família ser um pé no saco.

Mas apesar de ser a temporada mais “legalzinha”, logo aparecem os primeiros erros de roteiro. O personagem haitiano, por exemplo, é uma inconstante na série toda. Nunca se sabe qual o real raio de extensão de seus poderes. Por exemplo, ele está a uns 3 metros de distância de Matt Parkman na primeira vez que o encontra, mas é perfeitamente capaz de bloquear sua leitura mental. Contudo, em Vegas ele fica a um passo de Nathan e é incapaz de impedi-lo de voar. Isso só pra citar dois exemplos.

Sylar. Na primeira metade da temporada, ele está atrás de Claire para roubar seu poder de regeneração, tanto que o Hiro do futuro entra em contato com Peter, dizendo a frase que virou cânone da série, “Save the cherleader, save the world”. Muito bem. No primeiro confronto de Sylar com Parkman, este o enche de balas, mas nada acontece. Ora, se ele já era capaz de se regenerar, pra que diabos precisaria de Claire? Só essa cena já invalida todo o “Save the cheerleader, save the world”.

Mas fora isso, demais errinhos que incomodam até passam batidos e no geral a série começa bem, lotada de referências a X-Men e a Watchmen. O que incomoda é que a todo momento parece que os personagens vão se cruzar, ou se juntar para enfrentar o vilão, o que raramente acontece. Mas tudo bem, vamos pra próxima.

Season 2: Volume 2 – Generations

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Durante a primeira temporada tinha-se a impressão de que a geração passada de pessoas com habilidades escondia um terrível segredo. Agora a história vai sendo revelada e mais personagens somam-se à trama. O inimigo agora é o misterioso Adam Monroe, que planeja liberar o vírus Shanti sobre o planeta, erradicando mais de 90% da população humana.

Com este novo inimigo como pivô da série, Sylar é, acertadamente, deixado meio de lado, em um arco próprio numa busca para recuperar os seus poderes. A trajetória dele até é interessante, mas os personagens que o acompanham – o casal de irmãos gêmeos mexicanos – não convencem nem um pouco. Sério, dá vontade de apertar o >> do controle remoto pra essas cenas com eles passarem mais rápido.

No geral, a temporada ainda é muito boa, há um pouco mais de foco na trama e, devido à greve dos roteiristas, ela ficou com apenas 11 episódios, o que é ótimo. Por outro lado, os erros de roteiro só aumentam. Vamos listar os mais gritantes…

No fim da primeira temporada, Hiro vai parar no Japão feudal. Mesmo sabendo que sua permanência lá pode causar grandes catástrofes, ele continua lá, como se fosse uma grande aventura. Logo de cara, inclusive, salva uma pessoa que estava prestes a levar uma flechada.

Tudo bem que ele PRECISA ficar no passado para justificar tudo o que ocorre depois na temporada. O problema é que não faz o menor sentido ele continuar ali porque QUER. Poderia ter sido um acidente ele salvar o tal fulano e ele ter que continuar ali para reparar o erro (os roteiristas nunca assistiram De Volta para o Futuro?).

Ainda, por conta de Hiro estar preso no Japão antigo, Ando não faz a menor diferença na temporada toda. Tem uma cena que chega a ser ridícula, quando Hiro finalmente volta e percebe o que tem que fazer para salvar o mundo, acorda Ando, que estava dormindo, apenas para dizer “Estou indo lá salvar o mundo e já volto. Tchau”. Porra, pra que acordar o cara, então? Deixa ele dormir!

O arco envolvendo Peter é o mais interessante, já que ele vai parar em outro lugar, sem memória alguma. Aí ele conhece uma tal de Caitlin, por quem se apaixona. Ok, legal. Mas como não tem controle sobre seus poderes, ele acaba indo ao futuro e leva Caitlin consigo. Aí depois ele volta ao presente e recupera a memória, mas ao invés de voltar ao futuro resgatar a tal da guria, não. Deixa ela lá. O pior é que depois que eles salvam o mundo, o futuro para onde ele foi deixou de existir, ou seja, a guria morreu e o cara não tá nem aí. Parabéns, campeão!

Enfim, ocorre que Peter é manipulado por Adam Monroe para invadir a Primatech, onde está escondido o tal do vírus. Peter acha que Adam quer destruir o vírus, até aí tudo bem. Mas quando eles chegam na porta do cofre, ao invés de simplesmente ficar intangível e atravessá-la, não, ele fica tentando abrí-la com telecinésia para que o Adam entre no cofre!

Tudo bem que Peter não sabia das reais intenções de Adam, mas Hiro havia acabado de lhe contar o que Adam quer. Peter não acredita, mas por via das dúvidas, não era mais fácil atravessar a porra da parede do cofre e destruir ele mesmo o vírus do que acreditar na palavra de um cara que ele acabou de conhecer, contra a de Hiro, que ajudou a salvar o mundo da última vez?

E Nikki, então. Ela está com um vírus potencialmente letal a toda humanidade, mas ao invés de deixá-la em quarentena, soltam ela de volta no mundo. Mas que ideia excelente, não? Felizmente acaba morrendo, pois mais uma vez o arco envolvendo ela, o filho Micah e a prima, não faz a menor diferença na trama toda.

A temporada termina de forma inusitada, com Nathan sendo alvejado no peito instantes antes de contar ao mundo sobre as habilidades.

Season 3: Volume 3 – Villains 

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A terceira temporada é dividida em dois volumes: “Vilains” e “Fugitives”. A coisa já começa a desandar no volume três, em que Arthur Petrelli – pai de Peter e Nathan – retorna dos mortos e reúne alguns vilões para concretizar um novo plano: uma vacina que pode dar poderes às pessoas. Infelizmente, Peter viu o futuro e percebe que isso acarretará a destruição do planeta. É, de novo.

Uma das coisas que mais incomodam é o arco de Sylar. Agora que está de volta, de repente ele vira herói, da maneira mais bizarra possível. Primeiro, ele consegue a habilidade de Claire, mas por algum motivo desistiu da ideia de mandar NY pelos ares. Depois, “descobre” ser filho de Arthur e Angela Petrelli, ou seja, irmão de Peter e Nathan. Num retcon sem o menor sentido, descobre-se que Elle (uma psicopata com poderes elétricos que trabalhava para a companhia) e Noah é que o transformaram num monstro, fazendo o matar sua segunda vítima, o que não faz o menor sentido. Você vê um cara perdido e com potencial para ser um serial killer, mas ao invés de prendê-lo ou matá-lo enquanto ele ainda mal conhece seus poderes, pensa “ei, vamos transformá-lo em uma arma”. Claro, claro.

E se eles monitoravam Sylar desde aquela época, poderiam tê-lo detido a qualquer momento. Mas enfim… ocorre que o lance dele ser filho dos Petrelli é desmentido – no que claramente me parece que os roteiristas mudaram de ideia no meio do caminho, porque viram que o público não respondeu bem a essa mudança no personagem – e no episódio final do volume ele volta as origens, prendendo Claire, Noah, Meredith (mãe verdadeira de Claire) e Angela Petrelli na Primatech. Isso foi BEM legal e digno de um vilão de primeira.

Mas os furos de roteiro só aumentam. Descobre-se que foi Peter do futuro quem alvejou Nathan em seu discurso. Ele voltou no tempo para impedir o colapso mundial, mas ao invés de voltar uns dias ou ao menos algumas horas antes do discurso de Nathan para convencê-lo das consequências de seu ato, volta justamente quando ele está prestes a falar e mete dois balaços no peito do irmão. Sem falar que esconde o Peter do presente no corpo de um vilão, para mantê-lo seguro (hã???) e manda Matt Parkamn pra África para que ele não interfira em seus planos. Parabéns, hein! Continua assim que você vira o herói do ano.

Em seguida ele volta para o futuro, Claire lhe alveja no peito e ele morre – que diabos aconteceu com a habilidade de regenerar? Ao mesmo tempo, Nathan se recupera milagrosamente sem qualquer explicação.

Mas para falar de outros personagens, temos o surgimento de Tracy Strauss, que aparentemente era uma terceira irmã gêmea de Nikki e Bárbara (ué, não era Jessica?). Mas ok, a personagem tem tanta relevância quanto suas predecessoras e não faz diferença nenhuma na trama. Ao menos este volume não tem tantos arcos separados dos personagens, como era o caso de Nikki/DL/Micah, ou as confusões de adolescente da Claire (blargh!) e outros que não tinham nada a ver com o que estava acontecendo de verdade.

Mais à frente, temos o problema do tal catalisador da fórmula, que é um componente necessário para estabilizar a tal da vacina dos super-poderes. De repente descobre-se que o catalisador está com Claire em seu DNA. Do nada, Arthur fica sabendo disso também e manda seus vilões atrás dela. Aí Hiro volta com ela 16 anos no passado e pega o catalisador para si. Neste exato momento, Arthur também volta e rouba o tal catalisador. Ora, se ele poderia se teleportar o tempo todo, por que diabos não foi atrás de Claire lá no presente mesmo? Durante este volume todo dá a impressão de que o cara é onisciente, mas ele não tem esse poder. E a habilidade de pintar o futuro não necessariamente confere ao portador onisciência – Isaac pintava seus quadros mas na maioria das vezes não fazia ideia do significado deles.

Ainda, todos se esforçam em manter suas habilidades em segredo, mas existe uma famosa história em quadrinhos – 9th Wonders, escrita e desenhada pelo Isaac Mendez – que fala tudo que está acontecendo! Ninguém se liga disso? Os amigos e familiares das pessoas com poderes de que trata a hq, ninguém lê e questiona como pode ter um quadrinho em que seu primo/filho/tio/amigo tenha poderes? Claro, faz todo o sentido.

Voltando a Sylar, ele reencontra Elle, a filha do cara que dirigia a Primatech e que ele matou, e de repente eles viram amiguinhos – e até amantes! “Ei, foda-se que você matou meu pai, você é um gostoso e eu quero ver você virar um serial killer de novo”. Claro, faz todo o sentido. Mas o pior é quando eles atacam Claire. Estão sem poderes, então Noah consegue vencê-los e fugir, mas ao invés de aproveitar a oportunidade para arrancar a cabeça de Sylar ou algo assim, não… deixa ele lá que depois eu volto.

E ele volta. Mas ao invés de dar logo um tiro na cabeça do cara a distância, espera Sylar e Elle transarem. Sério, você acaba de ser nocauteado, sabe que o cara pode voltar pra terminar o serviço a qualquer momento, está sem poderes e sem armas para se defender, mas “ei, vamos dar uma rapidinha”. E Noah, um cara altamente treinado, precisa usar mira laser antes de disparar o rifle, avisando que está prestes a matar os dois? É uma sequência de gafes, uma atrás da outra.

Mas para encerrar a sequência de furos, no episódio final, quando estão presos com Sylar na Primatech, ao invés de Meredith usar sua habilidade para atear fogo no vilão, ela carrega uma pistola – que nessa altura todo mundo já sabe que não vai fazer efeito nenhum em Sylar, mesmo que se tenha a chance de dispará-la.

Enfim, Sylar lhe injeta adrenalina, fazendo ela perder o controle dos poderes e explodir, morrendo no processo – hã??? Você exala fogo! Como é que você vai morrer numa explosão, me explica??? É uma sequência de erros de continuidade e furos no roteiro que irritam. Mas vamo lá, sigamos para o volume 4…

Season 3: Volume 4 – Fugitives

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Nathan resolve levar o conhecimento de pessoas com habilidades ao governo e monta uma força-tarefa para caçá-los, ou seja, trai todo mundo, inclusive seu irmão. Em outras palavras, o volume 4 já começa todo errado.

Apesar disso, tem uns episódios bem bacanas, como é o caso de “1961”, que conta como tudo começou. Aliás, via de regra, todos os episódios que mostram o passado ou o futuro são BEM bacanas.

Também merece destaque a morte de Daphne, personagem por qual Matt se apaixona e que em seus momentos finais acaba propiciando um dos momentos mais bonitos da série toda. E temos também um momento divertido com Claire vencendo um desafio de tequila com facilidade, no melhor estilo Wolverine.

Mas para por aí. Primeiro, a “motivação” de Nathan de caçar seus amigos e familiares não convence nem um pouco. Tudo bem que ele não foi nenhum santo durante a série toda, mas é fato que ele amava o irmão. Não é nada verossímil a ideia dele, mesmo sendo um canalha, liderar uma caçada que coloca pessoas em campos de concentração.

A ideia do volume é boa, apesar de já ser clichê pra quem é fã dos X-Men. Mas o vilão não deveria ser Nathan e sim Danko, o segundo em comando. E ele o é, de certa forma, mas incomoda Nathan trabalhar com o cara. Danko poderia ter descoberto sobre as pessoas com habilidades de outra forma, mas Nathan no centro de tudo não faz o menor sentido.

Aí temos Matt que de repente também começa a pintar o futuro, assim, do nada. Peter, que estava se tornando poderoso demais, agora só consegue absorver uma habilidade por vez. Provavelmente os roteiristas perceberam o quão poderoso ele iria ficar num futuro próximo e resolveram “podá-lo” no final do volume 3. Particularmente, acho que estragou o personagem.

Sylar então, nem se fala. O que na primeira temporada era um vilão fodástico que incutia medo em todo mundo, virou patético e agora tem até um sidekick, um adolescentezinho que vai ajudá-lo a “reencontrar o passado”. E ele reencontra seu pai, descobre as respostas que queria e volta a ser o vilão nos episódios finais.

E aí Peter e Nathan se aliam para deter Danko e Sylar. Cresce a expectativa para um confronto final fodástico. E quando eles finalmente se encontram… o confronto se dá a portas fechadas.

Isso é uma coisa que irrita na série toda. Primeiro, a expectativa de que algo grande vai acontecer sempre no episódio seguinte, mas nunca acontece. E segundo, sempre que um confronto foda ocorre, eles não mostram. Acontece a mesma coisa em um episódio da primeira temporada em que o Peter vai ao futuro e confronta Sylar – aliás, um dos melhores de toda a série – mas novamente, a porta se fecha e só se vê luzes e se houvem raios e destruição.

Porra, se você não tem dinheiro para fazer uma série decente com efeitos especiais, então NÃO FAÇA. Mas na hora em que os espectadores mais querem ver – que é a porradaria comendo solta – você tira isso do público? Complicado, não? Depois reclama que as pessoas param de assistir?

E aí o final com chave de ouro. Sylar consegue cortar a garganta de Nathan e depois, Peter consegue nocautear Sylar. Só quem sabe que Nathan morreu são Angela, Matt e Noah. E aí Noah e Angela têm a “brilhante” ideia de mandar Parkman apagar a memória de Sylar e fazer ele transmutar em Nathan.

Sério, ninguém viu a falha lógica deste plano? É óbvio que isso não funcionaria no longo prazo, mas beleza. E como é que Peter não ficou sabendo disso, também ninguém explica. Detalhe: ele roubara todos os poderes de Sylar, o que inclui saber quando uma pessoa está mentindo, mas não descobre as mentiras que sua mãe conta o tempo todo. Curioso, não?Mas calma que tem mais.

Season 5: Volume 6 – Redemption

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Este volume gira um torno de um novo vilão chamado Samuel, que é meio que o “Magneto” da série. Um cara cruel com boas intenções para as pessoas da sua raça e que comanda um parque de diversões. A diferença é que ao invés de controlar metais, ele controla a terra, o que o faz bem poderoso.

O incrível é que ele, já de cara, sabe tudo sobre a vida de todo mundo. E claro, não há qualquer explicação sobre isso. De novo o lance da onisciência dos vilões – mesmo caso de Arthur Petrelli – que incomoda pra cacete.

Ah, de repente decidem que o haitiano precisa de um nome e passam a chamá-lo de “René”. Depois de quatro temporadas, alguém finalmente percebeu “Putz, esquecemos de dar um nome pra esse cara”.

Hiro está morrendo com um tumor no cérebro devido ao uso excessivo de seus poderes. Aí ele vai parar no apartamento de Peter, que o leva ao hospital e fica obcecado em ajudá-lo. Pede, então, ajuda a Noah para localizar alguém com poder de cura.

Até aí tudo bem. Eles vão atrás de um adolescente que acabou de matar os pais sem querer – ops! Aí acontece algo ridículo, o guri está apontando uma 12 para Noah. Peter, com os poderes de Hiro, poderia ter se teleportado atrás dele e o nocauteado, ou parado o tempo a qualquer momento e tirado a arma da mão dele. Mas o que ele faz? Se teleporta na frente dele e leva um tiro no peito! É tipo você dar poderes para a loira do tchan, saca?

Aí, beleza, o cara consegue curar Peter com seu poder, mas ao invés de teleportar todo mundo de volta ao hospital para salvar Hiro, não. Peter pega o poder de cura do fulano e tem que voltar de carro, já que agora ele só consegue pegar um poder de vez. Porra, Peter, você nasceu em Portugal?

Aí é claro que o inevitável acontece e Sylar volta à ativa, mas o curioso é que a essa altura ele já tem mais poderes do que todo mundo junto, mas não usa nem metade deles.

Outra inconstante é o personagem Doyle, um vilão que tem o poder de controlar pessoas. Ele aterrorizou Claire e suas duas mães – a biológica e a adotiva – mas depois pediu ajuda, no volume “Fugitives”. Mesmo puta da cara, Claire o ajudou, mas depois ele aparece morto por Sylar – este chega inclusive a usar os poderes de Doyle em algumas ocasiões. E neste último volume ele volta aparecendo no parque de Samuel, como se nada tivesse acontecido.

Voltando a Hiro, que estava morrendo esperando Peter no hospital, de repente fica todo serelepe viajando no tempo de novo. Ele volta para salvar Charlie, que aparecera na primeira temporada e fora assassinada por Sylar. E aí de novo Samuel aparece sabendo da história de todo mundo (ele também volta no tempo por conta de um amigo seu morimbundo que tem os mesmos poderes de Hiro), já que Hiro volta no exato momento em que todos estavam na mesma lanchonete: Charlie, Hiro, Ando, Sylar, Noah e uma parceira.

Aí beleza, depois que Hiro consegue salvar Charlie, Samuel a sequestra e chantageia Hiro para que este recupere um vídeo do Dr. Suresh, pai de Mohinder. Mas calmaí. Se Samuel podia voltar no tempo graças a seu amigo morimbundo, por que ele mesmo não voltou pra recuperar o tal vídeo? Pra que diabos precisou fazer toda a maquinação para manipular Hiro?

Mas tudo bem, ele pega o tal vídeo e descobre que fica mais poderoso na presença de outras pessoas com super-poderes. Mas se ele não sabia disso até então, porque ele estava recrutando outras pessoas? Ele passa a temporada inteira tentando trazer Peter, Claire, Sylar, Tracy e outros pra sua causa, dando a impressão de que tem um plano grandioso, mas tem porra nenhuma.

Ele só formula o plano de destruir o Central Park depois de ver o filme e depois de ser rejeitado pela mulher que amava. E claro, só porque quem eu quero não me quis, eu vou me vingar da humanidade inteira. Morram, humanos malditos! Vocês não merecem o meu amorrrrrrr!!!

Peter esquece Hiro e fica obcecado em encontrar Sylar para vingar a morte do irmão. Mas não importa, porque Hiro tem um sonho com sua mãe o curando e de repente ele acorda sem tumor nenhum. Não é legal? Aí Peter encontra uma personagem nova – chaaaaata pra carái! – chamada Emma, uma surda que tem o poder de “ver” os sons na forma de cores, mas também de tocar instrumentos musicais de forma que sua melodia atraem as pessoas. Aí por causa de um sonho que sua mãe teve – ela tinha a habilidade de sonhar com o futuro – em que Emma está usando seu dom para atrair pessoas para uma catástrofe e Sylar aparece salvando-a – ele desiste de se vingar e decide que tem que ajudar Sylar a ficar bonzinho.

E a hora não poderia ser melhor! Matt finalmente consegue prender Sylar em seu pior pesadelo e iria deixá-lo enterrado para sempre, mas Peter surge para salvar Sylar! Mas calma que fica melhor!

Emma é então enganada por Samuel e acaba sendo forçada a tocar o violoncelo e chamar as pessoas para o Central Park. Doyle é quem usa seus poderes nela e aí Sylar chega para salvá-la, conforme o sonho dizia. Só que não faz diferença nenhuma Sylar estar ali ou não, pois é a própria Emma quem usa seus poderes para nocautear Doyle e se salvar!

Então deixa eu ver se eu entendi. Sylar mata Nathan. Peter decide se vingar de Sylar. Peter tem um sonho no qual Sylar salva Emma e muda de ideia quanto a se vingar. Peter salva Sylar do pesadelo em que Matt tinha lhe deixado e os dois vão pro parque. Sylar não faz diferença nenhuma na hora de salvar Emma. Isso faz algum sentido pra vocês?

Bem, o volume termina com Samuel sendo preso e as pessoas perguntando o que houve, no que Claire decide revelar ao mundo seus poderes. A série fora cancelada antes do volume 7, que seria “Admirável Mundo Novo”, no qual provavelmente já começaria com o povo sabendo de pessoas com super-poderes.

Agora a NBC prepara o retorno da série no verão americano. Se corrigiram os erros de roteiro, só saberemos assistindo, mas a última iniciativa que eu vi intitulada “Heroes Reborn” não era lá grandes coisa…

Heroes_Reborn_Vol_1_One-Half

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22 comentários sobre “Afinal, por que foi que HEROES deu errado?

  1. Bruno

    “…mas novamente, a porta se fecha e só se vê luzes e se houvem raios e destruição”.

    O certo seria ouvem 🙂

  2. Julia Castro

    Eu adorei a primeira temporada, já em meados da segunda temporada estava ficando confusa, então eu mesma por minha parte arranjava um jeito “quase” lógico de tudo fazer sentido. Na terceira não entendia nada, principalmente no circo entre Nikki e seu filho e a prima dele (que n me recordo qual o nome) foram totalmente esquecidos da série, acho q depois que Nikki morreu o filho dela desapareceu do planeta levando sua prima junto 🙂 . Quando o papaizinho do Peter apareceu na minha concepção não houve sentido algum, quanto mais roubar o poder do próprio filho e simplesmente deixar ele ser jogado por uma janela, mesmo o cara de sumido por 1 ano pouco se importando com seus filhos acredito eu que devia haver uma manipulação dele sobre Peter, como se o pai dele apesar de tudo o quisesse ao seu lado. Não assisti a quarta pqn :3

  3. Sobre o primeiro confronto entre sylar e Matt Parkman, o parkman mete balas no sylar, e este para as balas com o poder de telecinese.
    Sobre a segunda temporada, o Hiro não queria FICAR naquele japão feudal, ele fica pois quando chega lá ele se depara com uns caras mal encarados, estes atiram flechas nele (ou no Herói dele de infância, pois o reconhece, e de toda forma iria pegar nele) então para se salvar ele para o tempo, salvando assim seu herói “sem querer”, o Hiro é muito bonzinho pra ignorar aquilo tudo e deixar o cara morrer ali, voltando ao assunto, ele salva o herói dele e descobre que este é um fracassado, assim assumindo o papel do seu próprio herói, conclusão, ele concertou o passado para o futuro se manter.E como vc deve saber o arco/trama de Hiro e Ando sempre foi um alívio vômico para a série, logo o fato de o Hiro acordar o Ando é meio que cômico, ele podia sim simplesmente deixar ele dormindo lá.
    A parte so Peter abrir o cofre com telecinése foi um erro mesmo, eu percebi.
    Sobre a Nikki ser solta, ela é libertada pois o Morrinder cura ela de alguma forma lá.
    Sobre o Sylar querer destruir NY, o objetivo fele nunca foi este, ele simplesmente queria os poderes de todos, mas o fato de peter explodir deu um leve gosto de prazer nele, pois já tinha o poder do cara radioativo e queria “ver como era”.
    E sim o Noah pegou o Sular, mas como toda série de super herói, queriam usar ele como arma, e como sempre, acaba dando errado.
    E o Sylar n era monitarado desde “aquela época”, eles apenas o caçavam, e mesmo que conseguissem se aproximar, ele poderia usar seus poderes para sair de boa.
    Sobre o Peter do futuro, a intenção dele era virar as atenções do povo e da mídia para longe disto, e sim Matt poderia atrap
    alhar-lo, pois não confiara nele.
    Sobre a morte de Peter do futuro não me recordo bem. Mas sobre a regeneração de Nathan, foi concebida pelo pai de Parkmamn com ajuda do Pai do Nathan (inclusive o pai de parkmamn usa uma ilusão para confundir e fazer com que nathan se junte a seu papai)
    Sobre os problemas de adolecentes da Claire, isso foi totalmente necessário para se compreender sua “inocência” diante dos fatos e como a perda de sua capacidade de sentir dor fez falta, fazendo ela se tornar uma pessoa de personalidade muito diferente, mudou a humanidade (referente a ser um humano) da personagem.
    Bom, e por ai vai, estava escrevendo isto enquanto lia sua postagem, aprsar de a série realmente ter uns furos toscos, acredito que sua postagem também teve muitos, se não for mais (brincadeira kk).
    Gostei da postagem, mas uma observação, preste mais atenção no que você vê nas séries , veja e reveja as cenas, e mude sua forma de se expressar, você me passou um ar de crítico precipitado, algumas coisas no texto são desnecessárias.
    Era isso, obrigado, continue com seu trabalho ^-^.
    Desculpe algum erro de escrita, são quase 11 da noite kkkk.

    1. Bem, amigo, eu vi essa série pelo menos umas 3 vezes e eu a revi especialmente para escrever esse post, então foi com bastante atenção, pode ter certeza. O que ocorre é que tem muito fã – como parece ser o seu caso – que faz vista grossa para tudo que há de errado na série e cria suas próprias explicações para justificar o fato de continuar assistindo (ou lendo, no caso de HQ) mesmo estando uma porcaria.
      Sobre suas explicações, poderia ficar aqui batendo cada uma pois discordo de todas elas, mas não acho que isso vá levar a lugar algum. De qualquer forma, obrigado pelas críticas. Abs!

      1. Sobre a parte de estarem monitorando o sylar, ele tinha feito a primeira vítima quando a ellen e o noah estavam monitorando o sujeito com áudio e vídeo, mas quando ele vai lá matar a clair o noah não pode anteceder e pegar o cara porque nunca viu a cara dele segundo o próprio noah, quando o hiro vai ao passado salvar o pai dele ele chega no momento em que a angela acerta um tapa na cara do pai, o ando viu isso acontecendo em episódio anterior, mas esqueceram disso e ele já não estava mais lá na continuação, o fato da regeneração é outra merda, o arthur tb podia regenerar mas morreu com um simples tiro na testa, que até onde a série mostra não é o “power off”. E por ai vai além dos erros que o Léo aponta.

  4. Cara, você já parou pra pensar que o hiro ter ido para o passado por “acidente” talvez foi porque ele precisava ir para o futuro se manter, como o amigo disse acima? Quem sabe ele não fazendo nada toda a existência fosse alterada? É como vi a uns tempos atras num filme ou uma outra serie, nao recordo, onde o cara do presente tinha de ir para o passado para fazer seus pais se conhecerem ou passar o gene dele para alguém para então no futuro ele existir…ou seja, ele precisa voltar no tempo para que o tempo em que ele existia,exista.

    E se você disse que assistiu x vezes a serie para fazer essa postagem, como diz que o sylar simplesmente ja tinha o poder de cura quando na verdade era o de telecinese ?

    Concordo com as palavras do amigo que comentou acima sobre rever as cenas. Sou fã da serie(Na verdade eu vejo mais a serie é por causa do Hiro <3 ahahah) mas não sou cego, de fato ela meio que perdeu o sentido em algumas partes ou simplesmente jogou o que era o protagonista pra escanteio sem mais e nem menos, mas não significa que seja uma serie ruim.

    Assim como você cometeu esse erro, a serie também comete alguns, ja vi piores em series atuais..a verdade é que sem os erros, não aprenderiam no que devemos melhorar.

    Mas apesar de não ter gostado de muitas de suas colocações as respeito e peço que analise melhor algumas,enfim. Abraço.

  5. Só agora comecei a ver toda a série e muita coisa aqui ficou me martelando ao longo das temporadas mesmo sem ler as críticas….. acabei de ver a 3 e fiquei com duas dúvidas não citadas: o governo japonês permitiu que cidadãos japoneses fossem presos em solo nacional??????? como assim Hiro e Ando são capturados no Japão???????? ou não era o Japão??????? e outra coisa, usar Matt para forçar memórias em Sylar???????? putz que coisa sem sentido já que tinham usado o sangue de Claire pra ressuscitar Noah! esqueceram??? ficou sem sentido algum

  6. e outra coisa: praticamente 3 temporadas com o mesmo tema? uma ameaça que já sabemos no futuro que será evitada com viagem no tempo….. cansa…. e o último futuro mostrado na 3 temporada?????? primeiro eles são caçados pq sabem de suas existência, Peter muda isso e muda o futuro pra todos com poderes e ainda assim temos Claire perseguindo Peter?????? sem sentido

  7. Marina

    Sua critica a série foi ótima. Estou vendo hoje Heroes Reborn, é como se apesar de toda incompetência apresentada existisse um raio de esperança em mim rsr, porque apesar dos erros, tinha alguma coisa legal ali , em algum lugar, que eu sempre esperava que ia aparecer. Mas pelo que vi continua essa viagem total sem nexo.

      1. Jean Rocha

        Comecei tempo atrás a assistir Heroes Reborn e não consegui seguir em frente. Até tentei, fiz uma certa força pra tentar entender como eles conseguem não perceber q aquela historia/caminho do enredo não agrada. Ficou muito ruim, ruim mesmo. Parece q estão competindo pra ver quem faz pior.

  8. Pingback: Heroes Reborn | Quadrinhópole

  9. Jean Rocha

    Infelizmente o roteiro da série eram personagens limitado a cada temporada. A produtora queria continuar as sequencias com as mesmos personagens, então o roteiro das sequencias, 2º, 3° e 4º foram escritas contra o tempo. Sem tempo hábil para revisão adequada, avaliação de impacto sobre o publico entre outros pode-se ver claramente nas lacunas do roteiro. Muita coisa foi improvisada. Uma pena.

  10. Peter não pegou todos os poderes do Sylar no fim da 3ª Temporada, ele só pegou o de metamorfose para se transformar no presidente. Mas aí ja tem outro erro de roteiro. Para Peter se transformar no presidente e estar na limosine para enganar Sylar ele teria que tocar no presidente. Como Peter passou por toda a segurança (que ja estava ciente que um metamorfo cheio de poderes queria pegá-lo) e tocar no presidente e depois ainda entrar na limosine? Onde estava o presidente se seus seguranças estavam com Peter? E porque Sylar não viu que Peter estava mentindo ja que ele podia sentir a mentira?

    Outra correção. Sylar foi util sim para salvar a EMMA. ela não se salvou sozinha. Se não fosse Sylar la lutando contra o cara, ela nunca teria se livrado dos poderes dele. Só não sei como o Sylar tão poderoso perdeu para alguém que ele ja venceu facilmente antes. Ele podia facilmente ter se livrado do cara como fezm no arco “Vilains.”

  11. Com certeza vc capitou os erros, eu gosto muito de historias de heroes, e os poderes e tal me motivavam a desistir, com certeza essa série poderia ser muito melhor, a primeira temporada com certeza dá de mil a zero nas demais. O fato do Peter perder o poder de absorver me irritou profundamente. Eu gostei de no final o Sylar ter mudado… Fora a primeira temporada todas as outras foram ficando sem nexo, se eu gosto da série, sim é a melhor nem de longe. A melhor temporada a primeira, os personagens Sylar, Peter e Noah. Otimos post!

  12. A questão é que a partir da segunda temporada, quando a série se tornou mais intrínseca, se aprofundando numa temática mais científica e inteligente, a galera que adora o besteirol nerd de Big Ben Theory ou o terrorzinho MTV de Vampires Diaries não entendeu, não captou, não absorveu…fazer o que? Idéias sensíveis e criativas não são para qualquer mentalidade…

    1. Mano, não fala merda. Não tem nada de profundamente científico e muito menos inteligente NA SÉRIE TODA. A primeira até que tenta, mas não consegue. E depois é só ladeira abaixo. E vamos lembrar que nem existia BBT na época e eu nunca vi Vampire Diaries, mas acredito ser um público completamente diferente, então sua comparação não faz o menor sentido.

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