Como foi a Brasil Comic Con 2014

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Uma das grandes promessas de eventos de quadrinhos em 2014 era a Brasil Comic Con, realizada nos dias 15 e 16 de novembro no centro de eventos Pro Magno, em São Paulo. E aí, será que valeu a pena?

Para mim, particularmente, a viagem foi uma aventura, mas não no bom sentido. Eu e minha namorada, Manu, saímos de Curitiba na sexta e pegamos chuva no caminho inteiro. Supersticiosos diriam que isso já seria um mal presságio, mas eu não acredito nessas besteiras. Fomos em frente e descarregamos as coisas no local do evento ainda no evento. O estande era bem espaçoso e ficou muito legal, como vocês podem ver pelas fotos.

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As mesas dos independentes também eram muito boas, pois além das mesas, tinha um “mini-estande” para cada um poder guardar suas malas, caixas, etc., de forma que ficava muito bem organizado. Conversando com alguns colegas, ouvi dizer que foi o evento com melhor custo benefício para as mesas. Ponto para a BCC nesse sentido: os estandes e mesas, no geral, eram muito bons e não eram tão caros em comparação com outros eventos.

Sábado foi bem legal. O evento recebeu bastante gente e até que vendemos razoavelmente bem, mas ainda muito aquém de uma Gibicon ou de um FIQ. Mas por ser uma primeira edição do evento, considero que estava dentro dos parâmetros aceitáveis.

Já domingo, foi um marasmo que só. Não apenas para mim, mas para todos os outros autores – como o Carlos Ruas mesmo, que sempre é um sucesso de vendas. Fizemos apenas 3 vendas durante o dia todo, possivelmente porque o público era o mesmo do dia anterior. O que faz você pensar, num evento onde a entrada é paga – diferente d FIQ e da Gibicon – é muito mais provável que o público se repita nos dois dias. Não é a San Diego Comic Con onde existem pessoas que compram ingressos para dias específicos.

Mas enfim, o espaço é MUITO bacana, mas a disposição dos estandes talvez tenha atrapalhado um pouco. Por um lado, o grande espaço permitia uma circulação melhor de pessoas. Por outro, justamente por conta disso, o evento parecia vazio, apesar de haver milhares de pessoas lá dentro. Havia dois andares de estandes e atrações, talvez se tivesse sido ocupado apenas o andar térreo, haveria uma aglomeração maior de pessoas e isso refletiria em vendas para todo mundo. Ou não, vai saber.

O problema é que havia grande concentração de pessoas em alguns lugares, como no palco principal, ou ao redor de video games e rpg, ao passo que os estandes ficavam, em boa parte do tempo, vazios. De qualquer forma, acho que valeu a experiência, o evento é bem bacana, mas ainda tem que melhorar muito e principalmente, buscar sua identidade. Se o evento se propõe a ser de quadrinhos, acho que os grandes “astros” tem que ser de quadrinhos e não de cinema ou tv. Mas essa é só minha opnião. Tomara que numa próxima edição as coisas mudem. Vamos tocer!

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Ah, sim, continuando o porquê da viagem ter sido uma “aventura”… no domingo, depois de todo o marasmo, resolvemos ir embora mais cedo. Apenas para descobrir que o carro não pegava. Vieram os seguranças ajudar, ficamos uma hora tentando encontrar uma solução e nada. Acabamos tendo que voltar na manhã seguinte com um mecânico, que levou 3 horas pra chegar no local. Cobrou 100 pila, mas resolveu, então fomos embora de volta para o hotel e resolver outras coisas. Ficaríamos em sampa ainda mais um dia por conta da Manu ter entrevista no consulado para tirar o visto.

A entrevista foi mais rápida do que prevíamos, então resolvemos ir embora cedo, para chegar cedo. O plano foi por água abaixo quando pegamos um congestionamento na BR, que durou cerca de três horas. Já não aguentávamos mais ficar no carro, mas finalmente começaram a andar. Quando finalmente chegamos num ponto em que era possível andar a mais de 80 km/h, o carro começa a fazer um barulho do lado esquerdo.

Paro o carro, nada de barulho, nada enroscado no pneu. Continuamos. Voltamos a andar, volta o barulho. Paro de novo, inspecionamos tudo, entro embaixo do carro, nada. Vamos mais um pouco e percebemos que o barulho vem de dentro do capô. Paro a terceira vez, abro o capô e descobrimos que aquela borrachinha que protege a lataria estava meio solta na ponta, então batia um vento mais forte ela começava a balançar e bater no capô. Menos mal, mas pqp, ô viagenzinha encantada, não?

Felizmente deu tudo certo e acabamos chegando em Curitiba à noite, exaustos. Chega de eventos em 2014! Bom final de ano e ótimo 2015 pra todo mundo!

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Um comentário sobre “Como foi a Brasil Comic Con 2014

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