Essa temporada é indicada para dois tipos de pessoas:
1) Fãs de terror dos anos 80;
2) Galera que curte ver os clichês clássicos do gênero, mas recontados de uma forma bacana.

Eu parei de ver AHS na metade da quinta temporada, porque estava ficando ruim demais e também porque não aguentava mais ver os mesmos atores em papéis diferentes. A ideia de ter uma nova história a cada temporada é muito boa, mas na minha opinião, tem que se ter uma renovada no elenco também, como ocorre por exemplo com as excelentes Channel Zero e The Terror (aliás, todas essas três disponíveis no Amazon Prime).

Mas estou divagando. As duas primeiras AHS são muito boas, mas da terceira em diante foi só ladeira abaixo. Por que, então, resolvi dar uma conferida na nona? Por que são os anos 80, caralho! Não tinha como não ver!

O primeiro episódio começa como um amálgama entre Sexta-Feira 13 e Halloween. Já de cara somos apresentados a um massacre que acontecera nos anos 70 em “Camp Redwood” e que o assassino fora preso num hospital psiquiátrico. Agora, 14 anos depois, o parque está sendo reaberto, os monitores chegam para dar uma geral no lugar e, claro, o assassino escapa do hospício.

Mas como se um único maníaco homicida não fosse o suficiente, agora temos dois, um tal de “Night Stalker” (sim, originalidade zero, mas esse é justamente o ponto) que por algum motivo, está atrás de uma das meninas do acampamento.

A série brinca com os clichês o tempo todo, até num sentido de “tirar sarro” do gênero que se consagrou na década. Sem querer entregar demais, mas se você acha que já sabe tudo o que vai acontecer, pense de novo, pois os clichês também estão lá para brincar com nossas expectativas.

A noite toda, que seria como ver um filme do Jason ou do Michael Meyers, se passa em 5 episódios. Os episódios finais (são 9 no total) dão uma enrolada, mostrando as consequências do que aconteceu em 1984 e avançando para os anos seguintes, ao mesmo tempo em que preparam para o gran finale, que vou te dizer, não é ruim, não. Esperava uma bela duma bomba, mas é bem fechadinho e dá até uma tirada de onda com a própria “mania anos 80” de nossos dias, da qual a série pega carona.

Enfim, temporada divertidíssima, obrigatória para quem cresceu vendo esses filmes. Não sei ainda se verei as outras, mas essa definitivamente vale a pena.

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