Sonic Forces

Se você ainda não jogou, nem perca seu tempo.

Quando saiu, Sonic Forces estava custando a “bagatela” de 200 pilas. Lógico que eu ia esperar uma promoção e, quase dois anos depois, finalmente consegui pôr as mãos nessa pérola e te digo: não vale nem os 30 conto que eu paguei.

A premissa até que é interessante. Robotnik (Eggman é o caralho), de posse de um rubi capaz de criar realidades virtuais, consegue criar um novo inimigo, Infinite, que é capaz de derrotar Sonic. Com o herói fora do caminho, o vilão finalmente consegue dominar o mundo, mas os amigos de Sonic iniciam uma resistência.

É aí que entra o jogador, com um avatar totalmente customizável, estilo jogos de RPG, e com uma arma que dispara um gancho ou chamas. Também é possível escolher uma habilidade única, como reter anéis após ser atingido ou atrair itens próximos.

A princípio a ideia de se ter um personagem armado num jogo do Sonic pode causar estranheza, mas você logo acostuma. E é claro, Sonic logo escapa do cativeiro para liderar a resistência e sua contraparte do Mega Drive (o velho Sonic gordinho e silencioso) volta a dar as caras. Não me pergunte por quê.

As fases variam, portanto, entre as que você joga com seu avatar, as que joga com o Sonic “novo”, com o Sonic velho, ou com o avatar e o Sonic “novo”. Mas a grande maioria delas é tão simples que chega a não ter a menor graça. São 30 no total, sem a tradicional distinção entre Ato 1/ Ato 2 que sempre teve na maioria dos jogos, e o estilo varia entre algumas novas e algumas “revisitadas”, boa parte fazendo uso da variação 2d/3d de Generations.

Robotink reconstrói pela ducentésima vez o Death Egg (de onde esse cara tira tanta grana?) e basicamente a trama é essa, ir passando pelas fases para minar o domínio de Robotnik, ora ou outra enfrentando Infinite. Não tem lá uma grande criatividade nas fases, sem muitos desafios e sempre com aquela sensação de “tá, eu já vi isso antes”.

Honestamente, não sei por que essa insistência em fazer remakes de fases antigas. Em Generations isso foi legal, mas era uma edição comemorativa e fazia sentido dentro da trama. Agora, todo jogo vai apelar para a nostalgia dos velhos como eu que cresceram jogando Mega Drive?

E a história, apesar de começar promissora, cai na mesmice de sempre. Robotnik já não cansou de apanhar toda vez que tenta dominar o mundo? Mas ok, os últimos jogos não chegam a primar pela história, só que você tem uma resistência com praticamente todos os personagens que apareceram nos jogos anteriores e só aproveita três deles?

No final tem uma cinematic com uma batalha com todos eles contra o exército de robôs de Robotinik, que até é bem feitinha, digna de uma batalha final num filme dos Vingadores, mas é só isso. Não seria melhor então fazer um novo Sonic Heroes, com os times tendo histórias separadas que se cruzam?

Agora, algo que realmente me irrita é a jogabilidade nesses jogos novos, em dois quesitos principalmente: a velocidade e o pulo. Primeiro, não me entra na cabeça um jogo do Sonic em que você é penalizado por ser “rápido demais”. Exemplo: em certas fases, se você vai muito rápido, corre o risco de cair para fora da pista. WTF??? É sério isso? Num jogo do Sonic?

E no quesito pulo, eu ainda acho muito estranho, parece que deixaram o Sonic mais “pesado” e nas fases de plataforma isso é um porre, pois limita o controle que você tem do personagem. Completamente diferente dos jogos antigos ou do excelente Sonic Mania, por exemplo, em que você pulava e sabia exatamente onde iria cair. Controle, é disso que se trata.

Em suma, nos jogos antigos, se você era atingido, sabia que a culpa era toda sua. Aqui, você muitas vezes morre por causa de problemas de jogabilidade ou porque a fase foi mal construída. Ok, sei que parece desculpinha falando assim, mas é verdade. Não existe um grande desafio, como em Cuphead, por exemplo. E sem isso, não há lá grande satisfação em se passar de fase. Só um alívio em finalmente deixar uma parte chata para trás. 

Também, acho que é o primeiro jogo em que as esmeraldas do casos não aparecem, ou seja, não há um boss final a ser enfrentado com o SuperSonic. O que não é necessariamente um defeito, até porque, nunca entendi por que toda vez você tinha que sair pegando as benditas de novo.

Enfim, o Sonic bem que merecia um jogo novo que trouxesse ideias novas, novos desafios e uma nova história. Com exceção da jogabilidade, deixar o passado para trás e seguir em frente.

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