Luke Cage – 2ª Temporada

Deixa eu fazer um resumo rapidão pra evitar que você perca seu tempo, assim como eu perdi o meu.

As séries da Marvel na Netflix podiam ter 8 episódios de 40 minutos cada que já estaria de bom tamanho. Mas 13 episódios de 1 hora? PQP, que enrolação da porra! Todas elas têm esse problema, conforme já falei antes. Mas parece que Luke Cage é a que mais sofre com isso.

Se a primeira temporada já é um tanto arrastada, essa é devagar quase parando. Parece que alguém na gringa deve ter elogiado o ritmo da série, porque a Marvel insiste em repetir essa fórmula. Tudo que acontece nas mais de 13 horas de “show” poderia ser muito bem resumido em um filme de 2 horas. O resto é só diálogos arrastados, encheção de linguiça e personagens sem carisma nenhum.

Lá pelo terceiro ou quarto episódio eu cheguei a cogitar de pular tudo e ir direto para o final. Mas ali pelo meio dá uma esquentada, o que me fez insistir. Não faça isso. Assista o primeiro e o último episódio que está de bom tamanho. Ou, simplesmente, leia o resumo abaixo, com spoilers, é claro:

Os personagens são exatamente os mesmos da primeira temporada, agora com Misty Knight com um braço mecânico dado a ela por Daniel Rand depois dos eventos dos Defensores. Mariah Stockes Dillard continua à frente da máfia negra no Harlem, mas quer deixar a vida do crime para virar uma filantropa, por isso vende seu negócio de armas. Isso atrai a atenção de Bushmaster, um jamaicano que vem atrás dela em busca de vingança por conta da família Stockes ter arruinado sua família no passado.

E é basicamente isso. A temporada inteira se resume a ameaças e ataques entre Mariah e Bushmaster, que consegue encarar Luke no mano a mano graças a uma erva chamada nightshade. Mas ao invés dele simplesmente invadir a boate de Mirah e quebrar o pescoço dela, não, fica fazendo joguinhos, toma suas posses e, quando finalmente tem a chance de matá-la junto com sua filha, Tilda, decide simplesmente deixá-las para queimar num incêndio. É claro que Luke chega a tempo de salvá-las e eles percorrem a cidade fugindo de bandidos.

Mais pra frente, Mariah dá o troco, matando dezenas de inocentes que eram aliados de Bushmaster. Esse, que havia sido preso e precisou explodir uma granada para escapar, fica dias fora de ação até se recuperar. Mas o exagero nas ações de Mariah fazem o seu parceiro e amante, Shades, traí-la para a polícia, o que faz com que Misty finalmente consiga prendê-la.

Bushmaster ainda tenta, finalmente, invadir a boate para matar Mariah de uma vez por todas, mas é impedido por Luke. Com o excesso de nightshade em seu sangue, ele é obrigado a fugir para a Jamaica antes que seu sistema colapse. Tilda, que nunca fez parte dos negócios da família e odeia a mãe por seus crimes, consegue dar um jeito de matá-la na prisão.

Com o vácuo deixado por Mariah, as famílias criminosas começam a disputa pelo poder, o que enche as ruas de sangue. Luke intervém, ameaçando os criminosos que tornará a vida deles um inferno se eles não deixarem o Harlem em paz. O que revela uma certa hipocrisia do herói, não? Ou seja, “tudo bem praticarem crimes no resto de Manhattan, só não venham para o meu bairro”.

Em seu testamento, Mariah surpreende Luke, deixando-o a boate Paradise. Isso, aliado à postura de Luke de lidar com criminosos, apenas controlando-os, mas não os impedindo, acaba dando-lhe uma postura de “Poderoso Chefão” do Harlem. Literalmente, já que uma das cenas parodia o final do primeiro Godfather de maneira pífia. Fica o gancho se Luke vai continuar sendo o herói do Harlem ou se as novas circunstâncias mudarão sua personalidade.

Uma temporada horrível com um final pior ainda. Então, como eu disse no começo, nem perca seu tempo.

 

 

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