Esses dias vi um filme na Netflix que me deixou bastante intrigado, como há tempos nenhum filme conseguia.

“Sam was Here” é um filme francês do diretor Christophe Derod e começa mostrando um vendedor ambulante chegando em uma cidadezinha do interior. É difícil, contudo, fazer qualquer contato com um ser humano que seja, pois a cidade parece completamente abandonada e, nas poucas vezes em que ele dá um vislumbre em alguém, a pessoa parece evita-lo.

Adoro filmes assim, intrigantes, onde você não sabe direito o que está acontecendo. Neste caso, o carro de Sam dá problema (é claro) e ele fica momentaneamente preso na cidade, onde um bizarro programa de rádio vai passando, no qual pessoas ligam para reclamar da vida. O programa em questão, contudo, está sendo influenciado pelo assunto do momento: a presença de um serial killer na cidade.

As coisas vão acontecendo, Sam não consegue falar com sua mulher que ficou em casa, e ele finalmente consegue concertar o carro no dia seguinte. Ao tentar pegar a estrada, contudo, ele é alvejado por um policial mascarado e passa a ter que fugir. Correndo e se escondendo, Sam logo percebe que os moradores locais acham que ele é o tal serial killer de quem tanto falam. Tentar explicar que tudo não passa de um mal-entendido parece só piorar a situação.

[SPOILER ALERT] A partir daqui vou ter que contar o resto do filme, então, se você ficou intrigado(a) e quer assisti-lo, melhor parar a leitura por aqui. Muito bem, o filme termina com Sam voltando ao motel onde passara a noite. Na ocasião, ele vira um pequeno buraco na parede, que agora transformou-se numa cratera, permitindo sua passagem para outro cômodo, onde ele encontra uma boneca.

Sam então passa a se questionar se poderia ser verdade, se é ele mesmo o assassino que teria matado crianças. Ele fala com o locutor do rádio pelo telefone, explica que tem uma esposa, uma família. A esposa liga para o programa e afirma que seu marido morreu há anos.

Finalmente, os habitantes da cidade o cercam no motel, invadem o recinto e o matam com requintes de crueldade. O filme não oferece maiores explicações do que isso, deixando ao espectador interpretá-lo. Obviamente, teorias pipocaram pela internet, mas até agora não achei nenhuma que fosse convincente.

A teoria mais comum é de que Sam era realmente o assassino e está no inferno/purgatório para receber seu castigo. O bizarro locutor seria o seu carrasco/diabo e os habitantes da cidade, as almas que ele matou. Mas não sei, essa me parece ser uma explicação meio preguiçosa e pra lá de clichê. Porque se for isso mesmo, você saca qual é a do filme nos primeiros 20 minutos.

Muito embora, é claro, a explicação faça sentido, até por conta do título do filme. No original, “Nemesis” e por aqui, “A Deusa da Vingança”. Ainda assim, não estou convencido de que seja verdade.

Curioso que, das teorias que eu li internet afora, nenhuma aborda a bizarra luz vermelha presente no céu a todo momento (a mesma que pode ser vista no cartaz). E tem um detalhe que a torna ainda mais intrigante: ela aparece na tela, entre frames, em pelo menos duas cenas que eu consegui identificar: primeiro, quando Sam comete seu primeiro assassinato em legítima defesa, para se livrar o policial que o perseguia. E segundo, quando ele finalmente é morto pelos moradores da cidade.

Dura um milésimo de segundo, mas se você perceber, a luz vermelha aparece rapidamente nessas cenas. Por quê? Qual o seu significado? Sam está mesmo numa dimensão além-vida?

Talvez jamais saberemos. O quê? Você não achou que ia encontrar respostas nesse post, achou?

Um comentário em “Sam Was Here (Deusa da Vingança)

  1. Ontem assisti ao filme e fiquei mto intrigada. Quando o Eddy, o carrasco, finalmente aparece, somente o vemos de costas em movimentos de contração. Pode ser uma explicação simplista, mas acredito que se trata da vida pós morte de Sam.

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