A editora Heroica chegou chegando no nicho de HQs com esse lançamento INCRÍVEL!!!

Eu falei rapidamente do Rocketeer aqui, quando a extinta HQM publicara o encadernado “As Aventuras Completas”. Como muitos de minha época, meu primeiro contato com o personagem foi através do filme de 1991, tendo conseguindo sua graphic novel em um sebo tempos depois.

É fácil de imaginar o porquê dele ter feito tanto sucesso, apesar das poucas histórias publicadas por Dave Stevens ao longo de 13 anos. Se um cara voando com um foguete nas costas enfrentando gângsteres e nazistas em plenos anos 30 não é a coisa mais legal do mundo, eu não sei o que é!

Após o falecimento de seu criador, os direitos ficaram com a IDW, que iniciou a publicação de histórias inéditas. Uma delas é justamente a mini-série “Carga Mortal”, escrita por ninguém menos que Mark Waid e desenhada por Chris Samnee. A Heroica agora publica esse material em terras brasileiras, após um bem-sucedido projeto no Catarse.

Waid, fã confesso de Stevens e do Rocketeer, admitiu ter receio de estar à altura do desafio. Mas ele soube manter o clima de época e seguir com as referências de Stevens às histórias dos anos 30. Dessa vez, os inimigos são certos monstrengos de uma certa ilha da caveira… sem querer dar muitos spoilers.

Secord se mete com um bando de contrabandistas que estavam trazendo algumas criaturas de lá por navio, para executar algum plano grandioso. A arte de Samnee encaixa perfeitamente à história, ajudando a manter aquele clima aventuresco das histórias originais. São 100 páginas de quadrinhos que passam em um piscar de olhos e faz você ficar desejando mais.

Pra fechar com chave de ouro, a edição ainda traz um dossiê completo da trajetória do personagem e de seu criador, com o já conhecido selo de qualidade que a Heroica traz em projetos similares. Tiro certeiro da editora e que ajuda a compreender os comos e porquês de ter se demorado tanto tempo para os leitores verem a conclusão do primeiro arco do herói e de se ter histórias inéditas.

Lá nos EUA, Rocketeer nasceria como um “tapa-buraco” de uma editora independente que estava começando, mas fez tanto sucesso que Stevens se viu obrigado a continuar produzindo novos capítulos, muito embora com intervalo de meses, e até anos, entre um e outro, e pulando de editora em editora.

E claro, o dossiê não poderia deixar de citar o filme e as histórias por trás dos turbulentos bastidores, bem como dos motivos da película ter “amenizado” um pouco alguns aspectos mais adultos dos quadrinhos e decidido focar no público juvenil.

Se você perdeu de apoiar o projeto no Catarse (vacilão!), ainda dá tempo de comprar no site da Heroica. Corre lá antes que acabe!

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