Como foi o FIQ 2013

8° FIQ – Serraria Souza Pinto / BH – 13 a 17 de Novembro de 2013

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Desde 2007 frequento este evento fantástico. E acho que desde então não havia visto uma edição tão boa quanto de 2013. Bem, como já é tradição, farei meu relato e considerações sobre o evento.

Dia 1 – Terça

Esta foi a primeira vez que fui como “Editora” Quadrinhópole, juntamente com o Antonio Eder. Chegamos no hotel por volta das 16 horas da terça, um dia antes, para montarmos o estande.
O Antonio deve estar puto comigo até agora porque eu não quis pegar taxi para ir até a Serraria (que era razoavelmente perto do hotel) e acabamos fazendo três viagens para carregar as coisas. Idiotice, eu sei.
Além dos lançamentos – Clássicos Revisitados e Cidade Sorriso dos Mortos-Vivos – levamos os outros títulos da editora – Undeadman e Sequestro em Três Buracos – além de vários outros títulos como Quadrinhópole, Manticore, Brichos, O Breve Verbo, Trepanação e Mitologias.
Depois da missão cumprida, fomos comer e beber com os amigos Marcos Venceslau, Fernando, Raphael Fernandes e Marcatti. Muitas risadas, mas não era o dia de estender muito, já que o FIQ sequer começara…

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Estande montado.

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Lançamentos

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Eu e Antonio, prontos pra briga.

Dia 2 – Quarta

O evento já começou bombando naquele calor escaldante de bh. De novo quero agradecer ao amigo Estevão Ribeiro que nos deu a dica de ouro do aplicativo Pagseguro, que nos permitiu fazer vendas a crédito.
Finalmente pude conhecer pessoalmente os parceiros Erick Carjes (Trepanação, Morte Cinza) e Luis Augusto (Mitologias), os dois gente finíssima, além do Hector Lima, editor da Inkshot. E revi os parceiros de longa data, como Pablo Casado, Matheus Moura e Ângelo Ron.
A manhã passou voando, aí da hora do almoço até por volta das 18 horas deu uma parada, mas depois começou movimento intenso de novo. É puxado pra cacete ficar apenas em dois no estande, das 8h até as 22h, mas só o primeiro dia já valeu o esforço.
E como já é tradição desde 2007, fomos no restaurante La Greppia, quem tem um ótimo buffet de massas. A princípio achei que iríamos em uma meia dúzia de pessoas, mas no caminho esse número havia aumentado para 16.
Chegamos lá e enquanto o garçom arrumava as mesas, começou a chegar mais e mais gente. Resumo da história: TODO MUNDO foi pra lá, totalizando mais de 40 pessoas! Foi emocionante ver a mesa lotada com tantos conhecidos!
Estavam presentes, claro, o pessoal do Petisco – Cadu Simões, Daniel Esteves, Will, Denis Mello, Ana Reclade, Alex Mir – e muitos outros amigos – antigos e novos – como Sam Hart, o Edson do Guia dos Quadrinhos, Heitor Pitombo, a Ana da Gibiteria, Cassius Medaurar, Lobo da Barba Negra, Guilherme Kroll da Balão Editorial, André Diniz… era gente que não acaba mais! Lindo de ver!

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Primeira Venda.

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Mesa lotada no La Greppia

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André Diniz e Antonio Eder… isoladões… hehehehe.

Dia 3 – Quinta

No terceiro dia já estávamos quebrados, trabalhando no automático. E o movimento só aumentava. Neste dia revi amigos queridos como o pessoal da
Quadrim – Leounardo Goulart, Barbara Coelho, Luis Garavello, Leandro Laurentino e Vitor Azambuja – e tive o prazer de conhecer pessoalmente o Augusto, da Casa dos Quadrinhos, que publicou INFERNO no site da Quadrinhópole. E claro, conheci gente nova como o Daniel Brandão e Alex Sandro. Todo mundo gente boa!
Também era muito legal quando chegava gente no estande dizendo que acompanhava a Quadrinhópole há tempos, ou que estava curtindo os vídeos do CidadeHQ. Bacana mesmo!
Mas a fadiga estava grande e nesse dia fomos direto pro hotel, já que a pedreira maior estava por vir: sexta e sábado.

Dia 4 – Sexta

Aproveitei a manhã relativamente tranquila para dar uma olhada nas exposições, que estavam fantásticas. À tarde chegou a promoter que havíamos contratado para dar aquela alavancada nas vendas. Todo mundo curtiu a ideia, por que será? 😀
As vendas continuaram e apareceu no estande Edgar Franco e claro, revi amigos FODAS como o pessoal da Café Nanquim – o já mencionado Raphael da MAD, Fábio Turbay, Felipe Cazelli e Abel. Neste mesmo estande reencontramos um velho parceiro, o Catitu, que desde 2009 nos leva cachaça e uns tira-gostos no estande. Falei com ele por telefone e ele disse que estava vindo com os tradicionais “tira-gostos”.
O cara me chega com carne de panela, virado de feijão, batata e uma meia dúzia de cantis cheios de cachaça. Praticamente um jantar! Óbvio que o estande lotou de quadrinistas famintos. E te digo: melhor comida que comemos em bh durante todos esses dias. O Catitu é foda! Valeu mesmo, cara!
Neste dia o sócio do Antonio no Dogzilla Studio (responsáveil pelo Cidade Sorriso) chegou com a esposa e fomos todos jantar num boteco perto do La Greppia, junto com o amigão Paulo Kilewagen, que eu não via há tempos e estava lançando o álbum BLUE. Os pais do Walkir também logo chegaram e dividimos uma torrinha básica de chopp…

Voltamos todos pro hotel mas resolvi tomar uma saideira no boteco do lado. Logo juntaram-se a mim o Daniel Esteves e Caio Majado e ficamos dando risada a noite inteira, para variar.

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Little Nemo.

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Selos comemorativos de Yellow Kid.

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Yellow Kid

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Krazy Cat do Will

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Dick Tracy do Laudo

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Sandman do José Aguiar

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Clássicos da Marvel

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Clássicos da DC

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Todo mundo se assustava com essa porra

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Karine, nossa promoter contratada

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Vendas casadas dos lançamentos

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Mais vendas

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Antonio Eder e Edgar Franco

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Parceiraços: Alex Mir e Fábio Turbay

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Paulo Kielwagen, Walkir (tentando se esconder) e a torre de chopp

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Pegando um golinho…

Dia 5 – Sábado

Sem dúvida, como sempre, o dia de maior movimento. Vieram velhos amigos de Curitiba, Ivan, Simone e o Marcelo da UCM Comics, além do pessoal do Kokocast (Igor e Felipe, que na verdade já estavam lá desde o primeiro dia). O dia passou voando. E a noite prometia. Na frente da Serraria estava rolando um funk/black music/soul…. sei lá que porra era aquela. E lógico que o Daniel Esteves já saiu quebrando tudo.
Tinha pelo menos umas três festas acontecendo, mas a maior parte do pessoal decidiu ir pra um bar/hamburgueria chamado Elvis, na região da Savassi. Eu e o André Caliman pegamos um táxi para ir até lá, bem como o restante da galera. Mais uma vez, enchemos o lugar.
De cara já tomamos uma tequilinha – Eu, Caliman, Jozz e Mario Cau – e ficamos batendo um papo muito maneiro. Logo chegou o resto da turpe e eu certamente não vou lembrar de todo mundo, mas diria que 70% dos autores que estavam no FIQ foram pra lá. E resolvemos fazer uma nova rodada de tequila… COM TODO MUNDO. Como dizem os mineiro, bão demais!
Saindo de lá foi todo mundo a pé pra tal da Obra, onde supostamente estava acontecendo a festa oficial do FIQ, mas parece que já tinha acabado. Continuamos andando pela madrugada procurando um boteco, numas 20, 30 pessoas, cantando e conversando… me lembrou muito o FIQ de 2007 em que saímos assim também, guiados pelo JAUM, como se fosse um arrastão de quadrinistas. Acabamos parando numa esquina com vários botecos e mesas para o lado de fora, mas lembro que não ficamos tanto tempo, os bares começaram a fechar. É, a noite mineira não comporta nossa disposição… hehehehe.

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Tequilinhas

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Brinde!

Dia 6 – Domingo

No último dia aproveitei a manhã para fazer o “corre” nos estandes, comprar material de parceiros antigos e novos, como a Camila Torrano, pessoal do Quadro a Quadro (é uma penca de gente, não vou conseguir escrever o nome de todos), Diucênio Rangel (muito FODA o trabalho desse cara), Claudia Senlle, Marcos Franco… enfim, uma galera.
Fiquei BEM triste em saber que haviam furtado parte do caixa do estande de uns amigões nossos e também com a história do desenhista Flávio Cruz (não tenho certeza se é esse mesmo o nome dele), que fora assaltado na noite de sábado e perdeu TUDO que ele havia ganhado no dia. O pessoal se mobilizou no domingo e fez uma rifa para reaver o dinheiro dele. Resultado, conseguiram recuperar praticamente a mesma quantia que ele havia perdido. Emocionante demais.
Como já havíamos vendido quase tudo, assim como boa parte do pessoal dos outros estandes, fomos encerrando o expediente mais cedo e tomando chopp com o pessoal ali na Serraria mesmo. Batendo aquela tristeza, mas ao mesmo tempo a sensação de dever cumprido.
Novamente aconteceu de todo mundo acabar indo para o mesmo lugar… íamos num restaurante perto do La Greppia, mas chegando lá descobrimos que estava fechado. Então… La Greppia de novo!
E dessa vez conheci esse pessoal da Paraíba, todo mundo gente fina também! E se num dia foi tequila, nesse fomos de cachaça… bão demais!
Isso que foi o mais legal de tudo… não tinha panelinhas, todo mundo saía junto, todo mundo conversava com todo mundo, todos venderam bem, revi os amigos, fiz novos… e a organização do evento estava fantástica. Gostei muito do layout esse ano, pois resolveram jogar o espaço para debates numa tenda, o que sobrou lugar para os estandes e deixou a circulação de pessoas muito melhor.
Ouvi um papo de que foi menos gente do que da vez passada, mas foi um público mais voltado para comprar quadrinhos mesmo. E isso é muito legal.
Enfim, quem me conhece sabe que eu reclamo pra cacete do que me incomoda, mas esse ano não consigo pensar em nenhum ponto negativo do FIQ. Se teve, foi algo tão pequeno que realmente não lembro. Parabéns ao Afonso e a toda a equipe envolvida.
E agora vamos esquentar os motores para a Gibicon!

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Cosplay fodástico de gângster… casou certinho com Clássicos Revisitados e Sequestro em Três Buracos!

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Don Antonio

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I’m a gangsta, bitch!

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Camila Torrano e seu incrível trabalho

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Marina, da organização. Gente finíssima!

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Dividindo o lucro!

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De volta no La Greppia.

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Brinde com as cachaças

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Pessoal da Paraíba: Lauro Perazzo, Thais Gualbero e Chico. Só gente fina nessa mesa!

Dia 7 – Segunda

Pela manhã ainda voltamos na Serraria para pegar o restante das coisas no estande, demos check-out no hotel e fomos almoçar no Mercado Central. No caminho encontramos mais algumas pessoas, mas a maioria do pessoal já tinha ido embora mesmo ou estavam na mesma que a gente, ou seja, se arrumando para partir. No aeroporto fizemos um levantamento dos números e nos surpreendemos em quão bem sucedidas foram as vendas. Ideias é o que não faltam para o próximo e já começamos a pensar no Clássicos Revisitados – Volume Dois. Vai ficar mais foda ainda que o primeiro, aguardem!
Tem tanta gente pra agradecer que a lista ficaria do tamanho de outro post, mas quero agradecer principalmente ao Antonio Eder, parceiraço que está ajudando a Quadrinhópole a se tornar uma editora foda. Nos ferramos um monte essa ano, passamos por uma série de dificuldades, quase que o estande não deu certo, mas no fim, cumprimos nossos objetivos e saímos de cabeça erguida.
Agora é bola pra frente. Um grande abraço A TODO MUNDO que eu vi no FIQ, desculpem se esqueci de citar alguém, mas é muita gente. Espero rever todo mundo muito em breve!!! Valeu, galera!!!!

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É… já está ficando uma coleçãozinha bacana. E que venha 2015!

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3 comentários sobre “Como foi o FIQ 2013

  1. Vinicius Felix

    O estande de vocês foi minha última visita no FIQ, já no fim de domingo… e valeu muito a pena! Peguei os lançamentos, Clássicos e Cidade. Ainda não li o Cidade, mas já deixo um parabéns antecipado, a edição está linda. Não li, mas já mostrei pra muitos amigos. Quanto ao Clássicos, achei fenomenal, muitas histórias boas e divertidas. Minha favorita foi Fausto, aquela reinterpretação do inferno ficou demais. Enfim, parabéns pelo trabalho de vocês, vou acompanhar de perto os lançamentos daqui pra frente. Sucesso!

    1. Opa, muito obrigado pelos elogios, Vinicius e fico muito feliz que tenha gostado do Fausto. Já estamos pensando na segunda edição, que deve ficar ainda melhor. E se você gostou mesmo dos títulos, peço que nos ajude a divulgar fazendo isso aí mesmo, mostrando aos amigos e comentando nos sites especializados… muito obrigado e forte abraço!

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