Então… estamos quase há 30 anos do lançamento de uma das franquias mais controversas da história do cinema. Será que esses filmes envelheceram bem?

Quando o primeiro Matrix saiu em 1999 foi uma comoção. Eu devo ter visto no cinema umas três vezes. Os efeitos especiais eram revolucionários e toda a trama envolvendo simulação era tão “mind-blowing” que você ficava pensando no filme por dias. Lembro que por um tempo eu até passei a usar sobretudo (hahaha).

E aí vieram as sequências, que dividem opiniões e, mais recentemente, o quarto filme, que não agradaram quase ninguém (eu gostei e vou explicar o porquê). Com uma quinta película anunciada, achei que era uma boa hora para uma reflexão: será que os filmes originais eram tudo isso mesmo? Vejamos alguns pontos ao longo da franquia…

A explicação para a guerra com as máquinas

No Matrix original de 1999, somos apresentados a um futuro distópico onde os poucos sobreviventes estão em guerra com as máquinas, não se sabe há quanto tempo. Embora o conflito contra IAs não seja novidade (a comparação com pelo menos o Exterminador do Futuro é, no mínimo, óbvia), o filme inova ao tornar as máquinas dependentes dos humanos para gerar energia. Isso porque no início do conflito, os humanos criaram uma camada de nuvens completamente escuras no céu, planejando eliminar o acesso das máquinas ao Sol, sua fonte primária de energia.

Ora, sabemos que o corpo humano não gera tanta energia assim e as máquinas poderiam ter encontrado outras fontes muito mais rentosas. O filme não deixa claro como essa energia é gerada, falando apenas em um “tipo especial de fusão” que depende do corpo humano (o que quer que isso signifique). Então, a explicação em si é preguiçosa, mas até poderíamos ignorar esse fato em prol da dualidade filosófica aqui: nós sempre dependemos das máquinas, mas agora elas é que dependem de nós.

Mas bloquear o acesso ao Sol, do qual nós dependemos muito mais do que as máquinas? Provavelmente o plano mais estúpido em toda a história do sci-fi. Não tinha um cientista pra explicar aos “gênios” que isso seria suicídio para toda a nossa espécie?

Cenas de ação sem o menor cabimento

Os Irmãos Wachowski (hoje, irmãs) já explicaram que a ideia original de Matrix surgiu quando eles estavam planejando fazer um filme de ação com conteúdo, em contrapartida aos brutucus explodindo tudo só para impedir a Terceira Guerra ou o que seja. Mas em última instância, Matrix é isso: ação. E ela sempre vem em primeiro lugar em quase toda a franquia, mesmo que esteja rodeada de dilemas filosóficos ou simbologias.

Digo isso porque em várias partes da franquia, as sequências de ação em si não fazem o menor sentido. E não digo isso no sentido técnico, mas sim porque o roteiro não parece pensado para desembocar em uma cena de ação e sim o contrário. Uma cena de ação é pensada e aí é construída uma trama para conduzir até aquele momento.

Qual a diferença, você me pergunta? A diferença é que você tem uma sequência que olha e fala: “Legaaaaaaal” ou “Maaaaaaasa, véio”, mas ao mesmo tempo fica se perguntando que caralhas os personagens estão fazendo.

Nos filmes 2 e3, isso fica mais gritante, mas isso estava lá desde o filme 1. Peguemos a cena de invasão do prédio por exemplo: Neo e Trinity entram, metem bala em todo mundo, explodem uma bomba no elevador (pra quê?), vão até o topo, metem mais bala, descobrem um helicóptero, Trinity aprende a pilotar o helicóptero na hora (o que só confirma que eles não tinham plano nenhum e não faziam a menor ideia do que estavam fazendo), eles voam até a janela onde está Morpheus, metem bala nos agentes, Morpheus se liberta (sozinho? Oi? Por que é que Neo e Trinity foram até lá, então?), corre até Neo, que pega ele no ar e eles fogem.

Dá pra pensar em 303 maneiras de invadir o prédio de maneira mais sorrateira e ir direto até Morpheus sem chamar atenção. Mas isso não seria cooooooooool. Veja, o problema não está necessariamente nas cenas de ação em si, mas quase todas elas poderiam ter sido melhor pensadas.

A perseguição de carro no 2, mesma coisa. A cena da boate no 3, idem. Acho que na época devíamos estar anestesiados demais pelo “coolness” para perceber essas coisas, mas olhando algumas dessas cenas hoje em dia dá até vergonha alheia.

Ressurreição por causa de um beijo

É quase unanimidade que o primeiro filme ainda seja o melhor de todos. Mas também é igualmente unânime que a coisa que mais incomoda nesse filme, mesmo para a época, é o quão rápido Neo e Trinity se tornam um casal, mesmo para os padrões hollywoodianos. E a breguice atinge o ápice com Trinity dizendo “Eu te amo” sem sequer tê-lo beijado uma única vez, apenas para – oi? – trazer ele de volta dos mortos?

É meio óbvio, conhecendo a jornada de Neo e as comparações com Jesus Cristo, que ele teria que morrer nesse filme para ressuscitar como o Escolhido. Mas que justificazinha mais mal feita, não?

Reloaded e Revolutions: só encheção de linguiça

Lembro que os críticos na época apontaram várias coisas com as quais eu concordo. Em suma, se fossem excluídas as cenas sem sentido dos dois filmes, dava para ter feito tudo em um só. E digo mais: há cenas do jogo Enter the Matrix (paralelo ao filme Reloaded) que são mais essenciais para entender a história do que as cenas deixadas no filme. Vejamos:

– Festinha no subsolo. Se tem sequência que me dá um ruim de ver até hoje é o discurso do Morpheus seguido por aquela festa totalmente sem sentido. Eles estão prestes a serem atacados por um exército de sentinelas e resolvem dançar? E vão-se loooooongos minutos desperdiçados nisso.

– Personagem “Kid”: veio de uma das animações de Animatrix para ser um paga-pau do Neo e só gastar mais tempo de tela com besteira que ninguém liga. Facilmente descartável.

– Link: há uma linha tênue entre personagem criado para ser o alívio cômico e para ser o bobo da corte. Link é o segundo, fazendo expressões ou dizendo coisas completamente bobas que simplesmente não fazem rir. Ele foi colocado para substituir Tank, por conta de desentendimentos com o ator, mas não poderiam simplesmente ter trocado o ator e mantido o personagem? Ou ter colocado Sparks, o operador de Enter the Matrix, que tinha um papel de alívio cômico muito mais sutil.

– Resgate do chaveiro. Toda a principal sequência do segundo filme está baseada em resgatar o chaveiro, o que é motivado simplesmente pelo ciúme que Persophone tem do Merovíngio. De novo, justificativa bem preguiçosa que acaba acarretando uma looooooonga sequência de ação que poderia ter sido muito abreviada.

– Os beijos de Persephone. Qual é a pira dessa personagem, afinal? Está lá jogada na trama só para pedir beijos aos personagens. Ela faz isso tanto em Reloaded quanto em Enter the Matrix, mas nunca é explicado o porquê. Provavelmente por que nem os roteiristas sabem, é só erotismo gratuito que também poderia ser muito bem descartado.

– Batalha ridícula. Nada se salva na batalha contra as sentinelas. O discurso do comandante é um porre, o Kid tentando ajudar tremendo mais que vara verde, mas o principal… que porra de armaduras são aquelas sem proteção para o corpo humano? Quem foi o gênio que desenhou aquelas coisas? Enfim, temos uma batalha nada empolgante que também poderia ser bastante abreviada.

Isso só para arranhar a superfície. Vamos nos aprofundar um pouco nas coisas que incomodam de verdade.

Os personagens não sabem por que fazem o que fazem

O próprio Merovíngio joga isso na cara dos heróis quando do primeiro encontro deles. “Vocês querem o Chaveiro, mas sabem por quê?”. Toda ação deles está voltada ao que a Oráculo diz para eles fazerem e eles vão fazendo, sem explicação nenhuma, com base simplesmente em fé cega e no improviso.

Para alguns personagens, como Morpheus, que é um “crente”, isso faria sentido. Mas para todos eles? Parece muito forçado e nunca me convenceu.

Cadê o PEM?

O comandante Lock fica enchendo o saco a cada vez que aparece em cena, dizendo que precisa de todas as suas naves para contra-atacar o exército de sentinelas pois elas é que tem os pulsos de PEM, mas na hora da batalha… cadê?

Nos filmes, não fica muito claro o que aconteceu, sendo que isso só é comentado por cima. No jogo, é mostrado que o Agente Smith, na pele de Bane, disparou um pulso para atingir as demais naves, mas mesmo lá não fica claro se todas foram atingidas. Mas independente disso, será que uma sequência tão importante assim não deveria estar no filme?

Todo o lance da transmídia é muito bonitinho, muito legal, mas a narrativa do jogo deveria ser independente da narrativa do filme. Apenas expandir os acontecimentos, mas não ser obrigatório para o espectador entender o que está acontecendo na trama principal. Trocaria fácil a cena da festinha e metade da sequência de perseguição para colocar algumas cenas de Enter the Matrix em Reloaded.

Além disso, se o PEM é a única arma que se tem contra as máquinas, não seria coerente espalhar algumas delas ao redor de Zion como uma linha de defesa do que implantá-las apenas nas naves?

O que o Agente Smith quer?

Sendo alguém tão poderoso, é claro que Neo precisaria de um inimigo à altura, mas a motivação de Smith nunca fica muito clara. Ele quer se duplicar por toda a Matrix, claro, mas… pra quê? Mais à frente fica claro que ele se tornou um vírus, mas ainda assim, suas explicações são sempre enigmáticas e envoltas de filosofia de boteco.

Também acho bem curiosa sua aparição no final do segundo filme, logo antes de Neo encontrar o Arquiteto. O Chaveiro abre uma porta, Neo e Morpheus voam através do mar de “Smiths” que preencheu a backdoor, o chaveiro fecha a porta e… Smith simplesmente desiste de persegui-los. Por que ele simplesmente não meteu o pé na porta? E talvez o mais importante… como ele sabia que eles estariam ali?

Resgate de Neo

Todo o começo do terceiro filme é um porre. Neo está preso na estação de trem, onde encontra Santi e seus pais, o que leva aos diálogos mais chatos de toda franquia.

“Meu nome é Santi, seu nome é Neo, meu pai diz que você está perdido. Você está perdido, Neo?”
“Onde eu estou?” – Não, não tá perdido não, imagina.

“Amor é uma palavra. O que importa é o significado que a palavra carrega. Blablablabla…”
“Você acredita em carma?”
“Carma também é uma palavra”.

Bluarrrrrgh, que vontade de vomitar. Filosofia de boteco da pior espécie.

Soluções preguiçosas

E nesse meio tempo, o plano de Morpheus e Trinity para libertar Neo é simplesmente invadir a boate do Merv na base da porrada. E quando Merv diz que quer os olhos da Oráculo, Trinity fica putinha e ameaça matar todo mundo se não tiver Neo de volta.

“Ela vai atirar, ela está amando.” – Diz Persephone. E Merv acaba concordando. É tudo tão ridículo que chega a dar raiva.

Inexiste, em toda situação complicada que é imposta pelo roteiro nos três filmes, uma solução inteligente. Tudo é sempre na base do improviso.

Como funcionam as relações familiares na Matrix?

Isso é algo que sempre me deixou com a pulga atrás da orelha. Os/As Wachowski dispenderam anos de suas vidas criando um universo bastante rico, com filmes, jogos, animações, quadrinhos, etc. Tem justificativas aos montes para muitas coisas – deja vù, assombrações, superpoderes – mas parece que ficamos só na superfície da coisa. Nunca fica realmente claro como é viver na Matrix.

Ok, sabemos que a mente é inserida na Matrix quando as máquinas cultivam um novo ser humano, mas ele nasce um bebê, como se nascesse tradicionalmente. Não é criado imediatamente com idade adulta e jogado lá, ou pelo menos é isso que dá a entender desde o primeiro filme.

Mas então, como acontece o nascimento na Matrix? Como são construídos os relacionamentos familiares? Quem é a sua “mãe” e o seu “pai”? E seus irmãos, tios ou primos? Ou será que todo mundo vive sozinho como Neo vivia naquela realidade? Não acho que seja o caso, pois em Animatrix, vemos o “Kid” e sua mãe na mesma casa.

E também não faria sentido se todo mundo fosse uma ilha, justamente pelo que Smith e o Arquiteto falam em algumas cenas. A primeira Matrix, “paradisíaca”, foi um desastre e eles a recriaram com um modelo mais próximo do conhecido pelo ser humano. Se isso é verdade, esse tipo de relação familiar deveria ser estabelecida, ainda que artificialmente, pois humanos são animais sociais.

Se isso é feito ou não, nunca fica claro, mas parece que nunca pensaram nesse aspecto ou simplesmente decidiram ignorá-lo. Pois de todos que vimos despertar – seja nos filmes ou nas outras mídias – ninguém se pergunta o que será de sua mãe, seu pai, seu irmão, seu amigo. Todo mundo parece simplesmente esquecer que tinha entes queridos lá na Matrix e passa a matar todo mundo sem um pingo de remorso quando está lá dentro.

Então, o que há de bom?

Ok, parece hipócrita da minha parte ser um fã da franquia e ao mesmo tempo soltar essa avalanche de incongruências. Mas ainda acho que Matrix é uma das coisas mais legais já feitas, só acho que algumas coisas poderiam ter sido melhor construídas.

Agora, a mitologia ainda é poderosa. A jornada de Neo é legal de ser acompanhada, com seu despertar, a dualidade com Smith, as reviravoltas apresentadas pelo Arquiteto, a extensão de seus poderes na realidade e a batalha final.

No box de DVD especial, há comentários de filósofos que gostaram do filme e de críticos que não gostaram. Quando finalmente Neo se depara com Smith no final do terceiro filme, os críticos comentam: “É isso, é a história dele, finalmente estamos de volta. Não interessa Zion, ou Oráculo ou o cacete. A história é sobre Neo!”.

É isso, é sobre ele a história, apesar dos desvios e idas e voltas que a trama dá. História, inclusive, que foi infinitamente copiada à exaustão nos anos seguintes. E não estou falando da simulação, isso já existia antes também. Estou falando do herói que é profetizado, descobre que tem poderes fantásticos e guia a humanidade rumo à revolução de um regime opressor. Quantas vezes você viu isso em outras franquias? E não, isso não é Jornada do Herói. Isso é formulinha pronta de Hollywood pra fazer sucesso.

E antes de seguir em frente, um adendo: Animatrix é sem dúvida uma das melhores coisas feitas em toda a franquia, ao lado do jogo Path of Neo.

Matrix Ressurrections

Muita gente reclamou do quarto filme e agora quero inverter a lógica desse post e fazer o papel de advogado do diabo, comentando algumas coisas que vi reclamarem.

Bullet time. Teve gente que achou o novo “bullet time” um porre. Oi? Matrix É bullet time, amigão. Se você não gosta, está na franquia errada. Acho que Velozes e Furiosos ou Transformers podem te agradar mais. Tchau.

– Motivação de Smith. Muita gente não entendeu o porquê de Smith fazer o que faz no filme. Hããã… como isso é diferente de Reloaded ou Revolutions? Não dá pra elogiar os filmes 2 e 3 e falar mal do 4 com esse argumento. Até onde sabemos, Smith faz o que quer e ponto. Nenhuma explicação adicional foi dada até o momento, então esteja contente com isso ou vá ver Jogos Vorazes.

– Falta de justificativa. De novo, uma reclamação que sempre fez parte de todos os filmes da franquia, a falta de motivação dos personagens. Então reclamar disso aqui é reclamar de toda a franquia. E nesse ponto, eu não concordo, acho que as justificativas apontadas pelo Analista para trazer Neo e Trinity de volta fazem sentido. Precisava? Não, mas é Hollywood e eles sempre vão inventar uma desculpa para uma continuação ou remake.

Talvez esses reclamações realmente reflitam um amadurecimento do público que viram os filmes originais no cinema. E talvez eles agora concordem comigo nas falhas apontadas nesse post, mais até do que na época.

Mas tem mais uma coisa, muita gente – ou melhor dizendo, fanboyzinho incel – reclamando de “lacração”. Ah, essa palavrinha usada para reclamar de qualquer coisa hoje em dia. Particularmente, acho que seria usada de qualquer forma, pelo simples fato das Wachowski terem se revelado transexuais. O quarto filme poderia ser uma obra-prima do cinema que ainda seria taxado de “filme lacrador”, só por causa disso.

Mas vamos ver se é o caso, primeiramente definindo o que é “Lacração”. Esse termo é usado frequentemente por “críticos” (hah, hah, como estou sendo bondoso aqui) de direita para atacar praticamente tudo que a esquerda faça artisticamente. Mas vamos restringir um pouco esse termo para não cairmos em ciladas.

Lacração?

“Lacração”, acredito, seria a imposição de algum personagem/tema pertencente a uma minoria, fora do contexto da história, só para, forçadamente, militar. E às vezes a linha que separa lacração ou não é bem tênue. Acho que o que define essa linha é: acrescenta na história ou não, ou se realmente contribui com uma representação da diversidade ou não.

Vamos tentar ilustrar com alguns exemplos. Niobe mostrada numa relação lésbica no quarto filme. É lacração? Com certeza. Não acrescenta em nada na trama e Niobe nunca foi retratada como sendo lésbica ou bissexual em nenhum momento. Incomoda? Nem um pouco, é uma cena que dura dois segundos, então foda-se. Mas é claro que os ultraconservadores espumam pelas orelhas só de ver esse tipo de coisa.

Agora, o papel de personagens negros durante toda a franquia, é lacração? De maneira nenhuma. Desde o primeiro filme há personagens brancos, negros e asiáticos trabalhando em conjunto e de maneira natural. Não tem lacração alguma aqui e a diversidade está super bem representada. Ótimo!

Então, voltando ao quarto filme, onde a principal acusação de “lacração” diz respeito a Trinity, simplesmente pelo fato dela também ter ganhado “poderes” no final do filme. É lacração? Não, não é. E explico porque.

Acho que um dos maiores trunfos desse filme é o de expandir a história e permitir que ela cresça. Pois se nós amadurecemos (ou ao menos alguns de nós), então a franquia também deveria amadurecer. Sempre fiquei imaginando como seria a relação de humanos e máquinas após o fim do terceiro filme. Ressurections montra isso de maneira estupenda.

Mas talvez o principal amadurecimento seja sobre a representação do amor na franquia. Veja, ao longo desse texto dei vários exemplos sobre como o amor era retratado de forma pífia: o “eu te amo” apressado no fim do primeiro filme, o beijo para trazer Neo de volta, Trinity agindo de forma insana para resgatar Neo na estação de trem… amor não é nada disso. Se isso é alguma coisa, é no máximo uma paixãozinha de adolescente.

Amor é parceria e cumplicidade. E é isso que o filme mostra. Não existe um melhor que o outro numa verdadeira relação de amor. Existem iguais. Existe reciprocidade. E o fato de Trinity agora se elevar ao nível de Neo (no que diz respeito aos poderes), mostra justamente isso. Esse amadurecimento da relação dos dois.

Se isso é lacração, pra você, meu amigo, tenho uma péssima notícia pra te dar.

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