Poder sem limites

Depois do sucesso de Bruxa de Blair, vãrios filmes tentaram imitar o gênero, correndo o risco de desgastã-lo rapidamente. Alguns, como REC, Cloverfild e Atividade Paranormal, foram bem sucedidos. Mas depois do fraco Apolo 18, achei que não voltaria a ver bons filmes utilizando a técnica da filmagem em primeira pessoa.
Por isso, quando anunciaram um filme nesses moldes sobre super-heróis, outro gênero que corre o risco de ser desgastado rapidamente, nem dei muita atenção. Só depois de ter visto o trailer é que pensei em dar uma conferida. E não é que o resultado é muito bom?
Dos filmes que vi esse ano, arrisco até a dizer que é o melhor até agora. Apesar da história ser bem previsível desde o começo, a trama toda é bem construída e os efeitos são bem feitos. Isso, aliado à escolha da técnica de filmagem, passam bem a impressão de verossimilhança.
É tudo bem simples… três amigos que descobrem algo no subterrâneo e acabam ganhando poder de telecinésia. É claro que um deles, que não tinha amigos, vivia sendo espancado pelo pai bêbado e possui uma mãe que está morrendo, pouco a pouco vai se transformando no vilão da história.
Ok, como fã do gênero, posso dizer que já vi essa história sei lá quantas vezes… o nerd injustiçado que se torna vilão, o bonzinho que tenta criar regras para impôr limites, o que aconteceria se pessoas comuns ganhassem superpoderes… aquela coisa toda. Mas apesar disso, esse filme tem alguma coisa de diferente e não é da técnica de filmagem que estou falando. É algo que te prende atenção, apesar dos clichês, e você fica curioso pra saber como a história vai terminar.
E vale a pena a espera: a batalha final entre os dois protagonistas é muito bacana. Já anunciaram uma continuação, mas sinceramente, acho dispensável. O filme é bom no que se propõe, mas nada muito além disso.
Anúncios

Um comentário sobre “Poder sem limites

Deixe uma resposta