As Revoluções

A Revolução começou. Eu lhes prometo isso: todos os políticos corruptos sofrerão ante a minha ira. 7 de Setembro está chegando e com ela, a proclamação de uma nova independência. Até lá, eu prepararei o caminho para a nossa revolução. Mas e depois? Já pararam para pensar em como é o Brasil que vocês querem?
Aqui será um espaço para discutirmos as revoluções, as coisas que julgamos erradas e que queremos mudar no novo Brasil. Constantemente farei posts sobre o que eu acho que deverá mudar na educação, na saúde, na economia e em todos os aspectos.
Deixem sua opinião. Vamos construir a revolução juntos.

Reforma Política

Muito se fala hoje sobre a reforma política tão necessária em nosso país, mas como ela seria feita? O que, na verdade, precisa ser mudado?
Eu digo para enxugarmos o quadro de políticos e diminuir o salário dos que sobrarem. O excedente, mais o que sobraria após uma necessária reforma tributária, seria investido nos setores que necessitam de reformas mais urgentes, como saúde e educação.
Os vereadores seriam voluntários, como o são em outros países. Os partidos também precisam passar por uma reforma. E os políticos teriam que necessariamente possuir formação acadêmica competente para candidatarem-se a cargos públicos.
Deveriam ser criados novos cursos nas universidades para formação de tais profissionais e aprimorar os já existentes, pois é nítida a falta de eficácia de nossos governantes em qualquer setor. Acima de tudo, eles devem ser ensinados a governar no longo prazo e não apenas no mandato de que lhes dizem respeito. Afinal, mesmo depois que seus mandatos acabarem, eles e seus descendentes desfrutarão dos benefícios de uma gestão bem-sucedida.
Ou sofrerão com as consequências de uma gestão mal feita.

Reforma Educacional

Sempre foi bastante claro que um dos maiores problemas do país é a falta de uma Educação pública de qualidade. Diz-se que em décadas passadas isso era uma realidade e que a Educação pública era até melhor que a particular. O que, naturalmente é caro.
Não é barato pagar salários decentes aos professores. Com o tempo, salários se estagnam, professores entram em greve, a população fica contra os professores e é obrigada a migrar seus filhos aos colégios particulares. A o governo, sobra mais dinheiro para desviar.
Mas independente do que levou às causas da situação educacional nos dias de hoje, é nítida a necessidade de mudança. Mas mudança em que sentido? Muito se fala em construir novas escolas, em pagar melhores salários, mas isto, por si só, resolveria?
Será que antes de se pensar em construir novas escolas não seria necessário dar atenção maior às hoje existentes? É nítida a falta de estrutura nos colégios públicos. Falta de material escolar, chão com buracos, tetos com goteiras, falta de laboratórios e condições sociais que levam as crianças a irem à escola apenas em busca da famosa merenda.
E mais importante ainda do que isso, será que não deveríamos pensar em uma reforma no currículo escolar? Em formar cidadães mais competentes? Será que não deveria ser incluído no currículo a disciplinas de Ciências Políticas e Direito?
E percebe-se ainda uma deficiência não apenas no quesito cidadania, mas no conhecimento intelectual como um todo. Hoje se vê políticos imbecis querendo propor a inclusão de Ensino Religioso nos colégios. Criacionismo. Criacionismo!!! O que vem a seguir? Astrologia?
É fato que as pessoas acreditam no que quiserem, pois lhes é muito cômodo. Apesar da Ciência já ter desbancado VÁRIAS vezes “áreas do conhecimento” como Astrologia, Homeopatia, etc., as pessoas simplesmente decidem fechar os olhos e continuar acreditando em besteiras.
E até aí tudo bem, as pessoas têm o direito de acreditar no que quiserem, mas querer que tais “disciplinas” sejam ensinadas nos colégios é um enorme retrocesso! Será que isso não é culpa de uma deficiência intelectual no currículo escolar? Será que se, desde cedo, conhecêssemos melhor a metodologia científica, não acabaríamos – ou pelo menos diminuiríamos enormemente – essa ignorância?
É inconcebível como em pleno século XXI ainda existam pessoas que vêem a Ciência como uma inimiga, como se tivesse um propósito maligno por trás dos jalecos e tubos de ensaio. Não parece bastante óbvio que isso ocorre por um desconhecimento total dos processos científicos?
Talvez isso diminuísse se fizéssemos como nos países de primeiro mundo, em que as crianças ficam em dois turnos no colégio ao invés de apenas um. Assim teríamos tempo de ensiná-las muito mais cedo sobre Metologia Científica, sobre Física, Química, Biologia, Cálculo Diferencial e Integral, Lógica Matemática.
Prepararíamos melhor nossos cidadães e não apenas isso: teríamos profissionais mais qualificados. Estudantes mais preparados para entrar na Universidade, onde são obrigados a conhecer tais disciplinas “na marra” e uma vez que nunca haviam estudado tais matérias anteriormente, elas se tornam “difíceis”, o índice de reprovação de cursos como de Engenharia se elevam e os Departamentos são obrigados a mudar o seu currículo para deixá-lo “mais fácil” e assim, aumentar sua taxa de aprovação.
Estamos acostumados a esse “jeitinho brasileiro” de remendar o problema ao invés de encontrar a solução, que é atacar diretamente a raiz do problema e não as suas consequências.
Já não está na hora de mudar este modo de pensar?

Reforma na Saúde

Creio que todos hão de concordar que Saúde e Educação, muito além do que deveres do Estado, são os pilares de qualquer Nação que se preze. No Brasil, temos uma solução deveras lamentável. Pesquisas recentes mostram que para o brasileiro, Saúde é o principal problema.

De um lado, chovem reportagens mostrando pacientes morrendo na fila de espera do SUS, além da qualidade do atendimento que, não raro, deixa muito a desejar. Por outro, temos valores exorbitantes dos planos de Saúde para quem quer ter um atendimento médico de qualidade. Reflitamos, então, por um instante.

Em um cenário ideal, o Estado deveria oferecer Saúde de qualidade a todos os cidadãos, de maneira gratuita, conforme está previsto na Constituição. Mas isso gera um custo tremendo e, consequentemente, aumentaria a carga tributária, que já não é nem um pouco leve. Ou seja, o cidadão, de uma forma ou de outra, acabaria tendo que pagar por esta Saúde “gratuita”.

Privatizar também não é a solução, visto que há também grandes reclamações de atendimento neste setor. Então, como resolver? Ou, melhor dizer, aonde é que está o problema?

Boa parte aponta para o problema da falta de médicos, mas se mais e mais médicos se formam todos os anos nas universidades, como isso é possível? Na verdade, o problema está muito mais relacionado com a distribuição do que com a “falta” propriamente dita.

E um agravante tão importante quanto este é a falta de infra-estrutura, mesmo em capitais, mas principalmente no interior. Neste sentido, então a solução que naturalmente vem à mente é: criação de políticas que estimulem uma melhor distribuição de médicos no país e investimento primordial para construção de novos hospitais e postos de saúde, além de reformas nos já existentes e compra de aparelhos médico-hospitalares mais modernos para atendimento à população.

É claro que, no sentido de investimento, voltamos ao problema paradoxal do aumento da carga tributária. Afinal, de algum lugar o dinheiro tem que sair. Contudo, fazendo-se a Reforma Política que já citamos anteriormente e cortando os altos salários de nossos políticos, será que não sobraria verba para este tipo de iniciativa?

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