Finalmente, o final digno que os fãs mereciam.

Eu estava cético quanto a esse spin-off de Dexter. Depois do final desastroso da série (análise de todas as temporadas aqui), achava muito difícil concertarem aquilo de algum jeito. Mas vamos lá, como é uma das séries que mais acompanhei (e reassisti) ao longo dos anos, resolvi dar uma chance.

Ela começa legal. Aquele lugar comum que quem acompanhou Dexter por oito anos já conhece, e fica aquela sensação boa de reencontrar velhos amigos. E quem já viu os trailers sabe que Harrisson retorna logo no primeiro episódio, então não acho que isso seja spoiler.

A dinâmica dele com o filho é o que dá o tom de toda a temporada. O medo do filho ter herdado seu “passageiro sombrio”, misturado com a necessidade de uma vida normal, ao mesmo tempo em que certos acontecimentos trazem seu lado negro à tona, como era de se esperar.

Nada demais aí, mas perto das bombas que foram as últimas duas temporadas, fazer só o feijão com arroz já estaria de bom tamanho para esse reencontro de 10 episódios. É claro, tem aquelas forçadas de barra que sempre estiveram presentes na série, mas também sem as quais não haveria história. Contudo, essa me pareceu a temporada com o maior número de consequências reais.

Na série original, era incrível como tudo dava certo para Dexter, tudo era fácil de ser resolvido, ninguém nunca (ou quase nunca) achava nada que pudesse lhe causar grandes problemas. Não estou falando da descoberta dos corpos em Bay Harbor, mas de pequenos detalhes, pequenos deslizes que acabam gerando grandes consequências, como em Breaking Bad, por exemplo. E aqui, isso acontece.

É claro que os serial killers parecem perseguir o cara. Mesmo em uma cidadezinha afastada que ele escolhera para viver uma vida mundana e pôr o “passageiro sombrio” para dormir, aparece um fulano que dá sumiço em jovens foragidas. Mas de novo, não fosse essa pequena “coincidência”, não haveria história.

Com esse novo desafio, agora agravado com as preocupações com Harrisson, somos conduzidos por um suspense competente, até o último episódio, que finalmente dá uma conclusão digna ao personagem que amamos, o que eu francamente não esperava, muito embora você já saque que vai acontecer lá pelos últimos episódios.

Embora longe de ser uma temporada tão memorável quanto a quarta, por exemplo, só por isso já vale a assistida.

2 comentários em “Dexter: New Blood

  1. Respeito bastante a opinião do criador deste texto, mas discordo. Pra mim, Dexter New Blood desenvolveu uma temporada incrível, com reviravoltas e uma história tão boa quanto a época do auge de Dexter, mas que no fim errou a mão deixando o final tão ruim quanto o da primeira. Me dá ódio vê o Dexter quebrando o código, o Harrison matando o Dexter foi uma péssima ideia, eles sugerem que o Batista vai se encontrar com o Dex e nem dão um desenvolvimento a isso, pior, o final parece muito preguiçoso e sem um final bem feito, deixam em aberto com a cena do Harrison indo embora. Sinto que seria muito mais legal vê o Dexter ser morto pelo batista, sei lá, o Harrison seguindo os passos da Debby se tornando um policial e agindo do lado certo. Mostrar como a morte do Dexter repercutiu nas notícia e tal, outros Serial Killers tendo um apreço pelo fato que Dexter consegue se controlar e só matar criminosos, então vários Serial Killers fazem o mesmo, matando apenas outros Serial Killers, Daí aparece uma cena final sla, do Harrison, Batista e os outros membros da policia de Nova York vendo que o Dexter se tornou um símbolo pra esses outros Serial Killers, seria muito mais top.

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